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A tecnologia aplicada vai além dos campos, abraça os demais processos da cadeia produtiva do agronegócio e chega ao momento da venda final. Um exemplo disso é o aplicativo “Feira na Palma da Mão”, que liga o consumidor final ao agricultor familiar, facilitando a interação e, consequentemente, a transação comercial.
O extensionista do Incaper e coordenador do projeto, Luiz Carlos Bricalli, explica que a iniciativa abriu um novo canal de comercialização que tem a praticidade de se fazer as compras de onde estiver, apenas acessando um aplicativo de celular.
“O consumidor faz o cadastro e entra no aplicativo. É como se ele estivesse dentro de uma feira mesmo, com todos os produtos. Há aqueles que vendem conservas, licores, laticínios ou cafés especiais. O mais interessante é que a compra começa no aplicativo e é concluída no WhatsApp, já que é por aí que o pedido chega ao produtor, todo formatado. A indicação é que sejam oferecidos os produtos menos perecíveis. Mas, quem faz feira em Vitória, por exemplo, pode sim entregar seus produtos mais sensíveis a um consumidor da região”, conta.
A pandemia, mesmo com todas as dores que causou, tornou-se uma divisora de águas no quesito tecnologia. Com as aglomerações desestimuladas, muitos produtores viram as vendas pelo WhatsApp acelerarem. Daí a oportunidade de criar o serviço. “Tentamos facilitar e melhorar essa forma de interação entre produtores e consumidores”.
O aplicativo já está disponível nas lojas e os agricultores familiares podem se cadastrar sem custo. O projeto, que começou a ser pensado em fevereiro de 2021, ficou pronto em julho de 2022. Agora, está em fase de testes, que deve terminar em fevereiro de 2023. Mas já com a interação entre clientes e produtores a todo vapor. “Temos cerca de 60 produtores cadastrados. Agora temos de mostrar o aplicativo aos consumidores, com uma divulgação ampla nos centros urbanos”, explica Bricalli.
O projeto intitulado “Desenvolvimento de Metodologia de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural) para o incentivo da venda direta dos produtos da agricultura familiar”, que teve como finalidade o desenvolvimento do aplicativo, foi contemplado pelo Banco de Projetos da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) no Edital 2020, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes). Além do coordenador do projeto, a equipe técnica foi composta por duas bolsistas, tendo apoio de 12 servidores do Incaper dos municípios envolvidos, além de três técnicos contratados para o desenvolvimento do app e dois servidores da equipe de Tecnologia da Informação (TI) do Incaper.
Foto: Pixabay





