Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau

Um complexo logístico de 350 mil metros quadrados em implantação em Pinheiros, no Norte do Espírito Santo, deverá reunir pelo menos 20 empresas voltadas principalmente ao agronegócio. O empreendimento já recebe um armazém com capacidade para até 350 mil sacas de café e uma fábrica de sulfato de magnésio, que também atua como misturadora de fertilizantes e revenda de adubos.
A estrutura, denominada Orletti Park Log, também contará com uma pista de pouso de 1.100 metros. O asfaltamento está previsto para começar em agosto e o balizamento, que permitirá operações noturnas, deverá ser instalado em 2027. O uso dependerá das autorizações dos órgãos responsáveis pela aviação civil.
Segundo o idealizador do projeto, Thiago Orletti, as empresas que já confirmaram presença ou estão iniciando suas atividades no complexo devem empregar aproximadamente 100 pessoas.
“O Norte do Espírito Santo precisa dessa estrutura. Aqui, as coisas foram crescendo de forma orgânica, acompanhando o avanço do agronegócio e a necessidade de espaços maiores, com segurança, infraestrutura e condições melhores para a movimentação de mercadorias”, afirmou.
Um dos primeiros empreendimentos instalados é o armazém da Robusta Coffee, destinado ao recebimento e à armazenagem de café. A unidade está na fase final de construção e deverá começar a operar nos próximos dois meses.
O espaço terá capacidade estimada entre 300 mil e 350 mil sacas. A localização em Pinheiros deverá permitir o atendimento a produtores, comerciantes e empresas de diferentes municípios do Norte capixaba, além de áreas próximas da Bahia e de Minas Gerais.
Ao lado do armazém está sendo construída uma unidade da Sais Brasil. De acordo com Orletti, a empresa implantará a primeira fábrica de sulfato de magnésio do Espírito Santo, insumo utilizado como micronutriente em culturas como café e mamão.
A empresa também terá produção de fertilizantes foliares, mistura de adubos, formulação de NPK e distribuição de produtos. A revenda já está em funcionamento, enquanto a unidade de sulfato de magnésio deverá começar a operar em aproximadamente 45 dias. As demais estruturas continuam em construção.
“A empresa fará desde a fabricação do sulfato e dos fertilizantes foliares até a mistura e a distribuição de adubos. São atividades que atendem diretamente às necessidades das lavouras da região”, explicou.
Operação logística prevista para 2027
Outra etapa prevista para o complexo é a implantação, em 2027, de uma operação de cross-docking, modelo no qual mercadorias chegam em veículos de maior porte, são separadas e reorganizadas para posterior distribuição em caminhões menores.
A proposta é receber cargas compostas por diferentes produtos, armazená-las temporariamente em porta-paletes e realizar entregas fracionadas aos compradores da região. A operação será direcionada principalmente a insumos, equipamentos e mercadorias utilizados pelo setor agropecuário.
Orletti considera que Pinheiros possui uma posição estratégica para a distribuição regional devido à proximidade com municípios do norte do Espírito Santo e com áreas produtoras da Bahia e de Minas Gerais.
O município está a cerca de 160 quilômetros de Linhares e de Teixeira de Freitas, na Bahia, e a aproximadamente 170 quilômetros de Colatina. Segundo o empresário, essa localização permite que o empreendimento atenda não apenas o extremo Norte capixaba, mas também cidades de outros estados. “Pinheiros acaba se tornando um bom ponto para um centro de distribuição”, disse.
Pista terá estrutura para passageiros
A pista de pouso será privada, mas o projeto prevê a possibilidade de utilização por outros empresários e proprietários de aeronaves, mediante regras de acesso e operação que ainda serão estabelecidas.
Um hangar deverá ser construído ao lado da pista, com espaço para guardar aeronaves e receber passageiros. A estrutura terá sala de espera e banheiros.
O empreendimento também pretende estimular a criação de grupos de compartilhamento de aeronaves. Nesse modelo, empresários dividem os custos fixos de aquisição, manutenção e operação, reduzindo o valor individual das viagens. “Quando as despesas fixas são divididas, a hora de voo fica mais barata e mais pessoas passam a ter acesso”, declarou.
Para Orletti, a pista poderá reduzir as dificuldades de deslocamento enfrentadas por empresários, fornecedores e compradores interessados em visitar propriedades e empresas do extremo norte capixaba.
“O próprio empresariado tem dificuldade de vir para cá por causa da logística. A pista vai conectar pessoas, facilitar a chegada de clientes e criar novas oportunidades para a região”, afirmou.
Estrutura compartilhada
O modelo do complexo prevê o compartilhamento de itens como guarita, segurança, balança rodoviária e áreas de circulação. Os custos dessas estruturas serão divididos entre as empresas instaladas.
Segundo Orletti, o rateio permitirá que negócios de diferentes portes utilizem serviços que poderiam ser caros caso precisassem ser implantados individualmente.
“Podemos receber desde pequenas até grandes empresas. Se cada uma tivesse que instalar uma balança rodoviária, uma guarita e toda a estrutura de segurança, o custo seria maior. No complexo, os gastos são compartilhados”, explicou.
Além das atividades já confirmadas, o projeto poderá receber empresas de beneficiamento e embalagem de frutas, agroindústrias, prestadores de serviços, comerciantes e distribuidores de produtos agrícolas.
O empresário estima que mais de 20 negócios poderão ocupar o espaço, mas afirma que não existe um número fechado, já que a área poderá ser dividida de acordo com as necessidades de cada operação.
Os valores investidos na implantação do complexo logístico e da pista de pouso não foram divulgados. Ao comentar os processos de licenciamento e autorização, Orletti afirmou que as exigências se tornaram mais rigorosas nos últimos anos. “Depois que a cantora Marília Mendonça morreu, muita coisa mudou para a aprovação de pistas de pouso. Estamos fazendo tudo dentro da lei”, declarou.






Comentários 0