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O futuro das menores nações produtoras de café está em nichos sofisticados, já que os dois produtores dominantes, Brasil e Vietnã, dominam o mercado global, de acordo com a gigante da torrefação italiana Illycaffe.
Grandes produtores de baixo custo nesses dois países ainda podem obter lucro, mesmo com os futuros do café perto do nível mais baixo em uma década. Enquanto as fazendas da América Central e da África lutam para competir nos mercados de massa, elas podem obter altos prêmios produzindo grãos aromáticos de alta qualidade marcados com a denominação de origem.
“A produção comoditizada pode se tornar mais concentrada nos produtores de baixo custo, enquanto outras nações menores podem ser forçadas a se posicionar no segmento de arábicas finos”, disse o presidente do conselho da Illycaffe, Andrea Illy, por telefone.
A torrefadora, uma das marcas mais premiadas de café, adotou uma política de preços para os agricultores que inclui prêmio médio de 30% para grãos de alta qualidade e preço mínimo para garantir renda aos fornecedores.
“Em geral, vemos preços baixos afetando a qualidade, pois os agricultores geralmente cortam o uso de fertilizantes e os cuidados com a colheita”, disse ele.
Do lado comercial, a Illy procura expandir sua rede nos EUA, possivelmente com a ajuda de um parceiro de varejo que agrega clientes, sinergias e alimentos que normalmente acompanham o café, disse ele. Uma segunda opção de parceria seria uma marca de luxo ou loja de departamentos, enquanto uma terceira seria um grupo imobiliário comercial.
“Esse parceiro também deve ser o único a ingressar na expansão da rede de lojas da Illy fora dos EUA, inclusive na Ásia”, disse ele.




