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O mercado do mamão manteve comportamentos opostos entre as principais variedades na semana de 8 a 12 de junho. Enquanto o formosa voltou a registrar valorização em regiões produtoras do Nordeste, o havaí seguiu pressionado pelo aumento da oferta e pela demanda mais fraca, segundo colaboradores consultados pelo Hortifrúti/Cepea.
No Oeste da Bahia, o mamão formosa foi comercializado a R$ 1,96/kg, alta de 106% em relação à semana anterior. O avanço levou as cotações para perto de R$ 2,00/kg na praça. De acordo com o levantamento, a valorização está associada às temperaturas mais amenas na região, que desaceleraram a maturação das frutas e reduziram a disponibilidade de mamões de calibres mais elevados.
O movimento foi diferente para o mamão havaí. No Sul da Bahia, o tipo havaí 12-18 foi cotado a R$ 2,02/kg, queda de 46% frente à semana anterior. O recuo é reflexo do aumento da oferta, que, somado aos preços ainda considerados elevados e à menor demanda, pressionou as cotações da variedade.
No Rio Grande do Norte e no Ceará, o formosa também registrou alta pela segunda semana consecutiva. A fruta foi negociada a R$ 1,54/kg, avanço de 54%. Apesar da oferta controlada, a presença de mamões com menor qualidade, associada ao aumento de doenças fúngicas, como a antracnose, limitou uma valorização mais forte na comparação com outras regiões produtoras.
Para a próxima semana, a tendência apontada pelo mercado é de continuidade da oferta elevada de mamão havaí, o que pode manter as cotações pressionadas. Já o formosa deve seguir sustentado pela menor disponibilidade, com possibilidade de preços mais firmes nas principais praças produtoras.



