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Os preços da carne suína e do frango recuaram no atacado da Grande São Paulo na primeira quinzena de julho. O movimento reduziu a competitividade da proteína avícola em relação à suína, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A análise considera os valores registrados entre os dias 1º e 15 de julho de 2026. Nesse período, tanto a carcaça especial suína quanto o frango resfriado foram negociados abaixo das médias observadas em junho.
Apesar da queda nos preços das duas carnes, a diferença entre as cotações diminuiu. Com isso, o frango perdeu parte de sua vantagem econômica diante da carne suína no mercado atacadista.
A redução da competitividade fica ainda mais evidente na comparação anual. De acordo com pesquisadores do Cepea, a relação entre os preços médios de julho de 2026 e de julho de 2025 mostra uma queda de quase 70% na competitividade do frango frente ao suíno.
O resultado está relacionado à forte desvalorização da carcaça suína. Em termos reais, descontada a inflação, o produto acumula recuo de 33,2% na comparação com julho do ano passado.
Com a carne suína mais barata em relação aos valores anteriores, a diferença de preços entre as proteínas diminuiu, tornando o frango menos competitivo no período analisado.





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