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O Indicador Cepea/Irga-RS do arroz em casca (58% de grãos inteiros e pagamento à vista) registrou uma forte baixa de 14% em março, encerrando o mês cotado a R$ 77,30 a saca de 50 quilos. Com essa queda, os preços do cereal voltaram aos patamares nominais observados em outubro de 2022.
Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a principal razão para essa expressiva desvalorização é a expectativa de uma maior oferta de arroz nesta temporada, impulsionada por um ritmo de colheita mais acelerado no estado.
Fatores externos também contribuíram para o cenário de queda. O recuo nas cotações internacionais do arroz, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e os preços competitivos das importações reforçaram a pressão sobre os valores domésticos.
Diante desse cenário, os vendedores de arroz em casca se mostram retraídos, aguardando que os atuais níveis de preço tornem a exportação mais vantajosa. A estratégia visa reduzir os excedentes de produção e, consequentemente, sustentar os preços no mercado interno. Enquanto isso, os produtores têm priorizado a comercialização de outras culturas e já sinalizam uma possível redução da área plantada para a próxima safra.
As unidades de beneficiamento também enfrentam desafios. Segundo o Cepea, elas reportam dificuldades tanto na comercialização quanto na manutenção dos preços do arroz beneficiado junto aos grandes centros consumidores, alegando margens de lucro apertadas.
De modo geral, os compradores consultados pelo Cepea demonstram pouco interesse em realizar novas negociações, focando no recebimento de arroz já depositado. A expectativa é que o mercado permaneça volátil nas próximas semanas, acompanhando o avanço da colheita e as movimentações do mercado internacional.





