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Os contratos futuros do café arábica voltaram a subir no acumulado da semana até ontem. Num cenário em que o movimento reflete o ambiente externo, em especial no que se refere à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o vencimento maio/20 do contrato “C” evoluiu 350 pontos sobre a sexta-feira passada, fechando a US$ 1,1935 por libra-peso na Bolsa de Nova York. Na ICE Europe, o vencimento maio/20 do café robusta permaneceu estável em US$ 1.209 por tonelada.
Na semana, o dólar comercial manteve sua trajetória de alta em relação ao real. A ascensão é puxada pela perspectiva de recessão global gerada pela Covid-19 em função de, segundo analistas, as respostas apresentadas pelo governo federal serem insuficientes para enfrentar a crise no Brasil. Ontem, a divisa norte-americana fechou a R$ 5,2661, com ganhos de 3,1%.
Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que uma frente fria se afasta da Região Sudeste no fim de semana, com o tempo voltando a ficar seco. Assim, para sábado, não há mais previsão de chuva sobre o Estado de São Paulo. Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais ainda possuem condições para o recebimento de pancadas de chuva mais pontuais.
No mercado físico, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações também subiram, à medida que há receios quanto à possibilidade de entrega do produto em função de ações que possam ser adotadas para combater o coronavírus. Os indicadores calculados pela instituição para as variedades arábica e conilon se situaram em R$ 587,78/saca e a R$ 332,74/saca, com ganhos, respectivamente, de 3,7% e 2,8%.




