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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa discutiu a prevenção de acidentes e primeiros socorros em crianças, em especial em escolas e empresas. A pediatra intensivista Aline Rodrigues destacou a importância de orientar funcionários sobre o protocolo de atendimento em situações de emergência, conhecidos como suporte básico de vida.
“Essa noção básica de socorrer é responsável por até 70% de chance de a criança chegar bem ao hospital e sobreviver sem sequelas. Precisamos focar na prevenção e – se algo ocorrer – que as pessoas estejam preparadas para prestar esse atendimento”, defendeu a médica. Entre os protocolos estão a manobra de desengasgo e a massagem cardiopulmonar.
Prevenção
Quanto à prevenção, Rodrigues deu destaque para os alimentos que costumam causar engasgos, como pipoca, uva e tomate cereja. “Existem alguns alimentos que apresentam mais chance de engasgo como alimentos mais arredondados e rígidos. Eles podem ser oferecidos às crianças, mas com o corte adequado”, alertou.
A médica ainda citou a importância de cumprimento da Lei Federal 13.722/2018. Conhecida com Lei Lucas, a norma torna obrigatória a capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários de estabelecimentos públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil.
Aline Rodrigues ressaltou que as escolas ainda têm dificuldade em ofertar esse treinamento, uma vez que ele é dado pelo Corpo de Bombeiros, que não vem conseguindo suprir a demanda. Outra dificuldade é a alta rotatividade de funcionários das escolas e a falta de fiscalização do cumprimento da lei.
O presidente da comissão, deputado Dr. Hércules (Patri), disse que enviará ofício às secretarias estaduais de Saúde e Educação com a sugestão de treinamento em suporte básico de vida nas escolas e empresas. Também estavam presentes na reunião o vice-presidente da comissão, deputado Dr. Emílio Mameri (PSDB), e o deputado Luciano Machado (PSB).




