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Por ocasião do Dia Mundial Contra a Raiva, em 28 de setembro, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) alerta para a relevância da vacinação do rebanho contra a doença. A raiva pode acometer todos os mamíferos – inclusive os seres humanos – e tem evolução fatal. Por essa razão, a vacinação é a principal forma de prevenir a disseminação dessa doença viral.
O coordenador do Programa Nacional de Controle da Raiva em Herbívoros no Idaf, Luiz Carlos Barboza Tavares, explica que a raiva tem um comportamento cíclico, por isso, é essencial que os produtores rurais mantenham a atenção, mesmo quando não há casos registrados da doença na região. “ Como a vacinação não é obrigatória, alguns produtores deixam de vacinar seus animais em determinados períodos, o que leva ao aumento de casos. A partir da incidência, a preocupação retorna e o índice de vacinação aumenta, reduzindo novamente os casos. É importante manter a vacinação anual para interromper a ocorrência da doença nos rebanhos”, explicou Tavares.
Nos herbívoros, a raiva é transmitida, principalmente, pelos morcegos hematófagos (que se nutrem de sangue). Por isso, o Idaf desenvolve também um trabalho de controle desses morcegos, atuando em locais como grutas e furnas onde eles possam se abrigar e em currais onde eles atacam os animais para se alimentar. Em casos de suspeita da doença ou ataques de morcegos na propriedade, é preciso comunicar imediatamente ao Idaf pelo e-Sisbravet.
Laboratório de diagnóstico
O Idaf, que acompanha os casos com suspeita de raiva realizando o exame para confirmação da doença, conta com o único laboratório no Espírito Santo que faz esse tipo de diagnóstico. Os exames são gratuitos, podem ser solicitados por todos os municípios capixabas e permitem identificar os locais com incidência da doença e sua intensidade para que, assim, os órgãos responsáveis tenham condições de direcionar as ações de vigilância e controle.
Em 2023, o Idaf analisou 548 amostras de raiva, sendo 79 (14,4%) com resultado positivo. Este ano, até o momento, foram 336 amostras analisadas, com 47 casos positivos, sendo 29 (61,7%) em animais de produção (bovinos e equinos) e 18 (38,3%) em morcegos.
Sintomas da raiva
Por ser uma doença que afeta o sistema nervoso central, os animais acometidos desenvolvem sintomas neurológicos. Dessa forma, é preciso ficar atento aos animais que apresentem alteração de comportamento, perda de apetite, salivação intensa, falta de coordenação dos movimentos e paralisia. Em cães e gatos também é comum observar agressividade quando doentes.
Ao observar esses sinais, não tente manipular os animais e comunique imediatamente aos órgãos de vigilância no município.




