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As Nações Unidas revelaram que o fenômeno El Niño pode ser a causa do ano mais quente já registado. Em 2024, a média de temperaturas pode ser ainda mais alta, segundo a Organização Meteorológica Mundial, OMM.
Uma das bases para a projeção é o calor excepcional que vem sendo observado desde junho. A situação está associada ao fenômeno climático e deve durar pelo menos até abril de 2024.
Hemisfério Norte
A agência das Nações Unidas diz haver 90% de probabilidade de que o evento natural continue durante o inverno do Hemisfério Norte, após uma projeção publicada em outubro passado.
O evento El Niño provoca o aquecimento das temperaturas da superfície dos mares no oceano Pacífico oriental e central. A situação pode desencadear episódios climáticos extremos, desde incêndios florestais a ciclones tropicais e secas prolongadas.
Em todo o mundo há registros de calamidades. Para o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, há uma contribuição clara e inequívoca das crescentes concentrações de gases do efeito de estufa provenientes das atividades humanas que retêm o calor.
Ondas de calor, secas, incêndios florestais
O chefe da OMM assinalou a previsão de eventos extremos mais fortes como ondas de calor, secas, incêndios florestais, chuvas intensas e inundações.
Desde maio de 2023, a alta da temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial centro-leste oscilou entre cerca de 0,5 °C acima da média e acima de 1,5 °C, em setembro.
O ano 2016 foi até agora considerado o mais quente devido ao efeito duplo de um episódio do El Niño, que foi considerado “excepcionalmente forte”, e ao impacto do aquecimento induzido pela queima de combustíveis fósseis.




