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O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participou do 8° Workshop de Crédito Rural, promovido em Brasília, pelo Sicoob. O evento ocorre anualmente com a intenção de discutir os resultados e também os principais números do crédito rural no Sicoob referentes ao último ano safra (neste caso 2016/2017). Também foi uma oportunidade para debater as alterações normativas e operacionais para a Safra 2017/2018, com base no Plano Agrícola e Pecuário, lançado no mês passado pelo governo federal.
O tema deste ano foi “Agronegócios em Transição: Desafios ao Crédito Rural do Sicoob ”. Voltado para Centrais e Singulares do Sistema, o evento também contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério da Fazenda (MF), Banco Central do Brasil (BACEN), do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), do Ministério da Fazenda e da Secretaria Especial da Agricultura Familiar (SAF).
O workshop tratou com profundidade de questões que envolvem o plano e a concessão de crédito rural, tais como elementos estratégicos, seguro rural e aspectos operacionais de âmbito interno. ?
VOLUME
Na Safra 2016/2017, o Sicoob liberou R$ 6,1 bilhões, o que representou um crescimento de 14% em relação ao ciclo anterior. O Plano Safra 2017/2018 iniciou no último sábado, dia 1º de julho e a expectativa do Sicoob para este ano safra é a de liberar em torno de R$ 10 bilhões. Deste montante, cerca de R$ 9,2 bilhões serão destinados às operações de custeio, investimento e comercialização, atendendo aos beneficiários do Pronamp, Pronaf e demais produtores. Os outros R$ 800 milhões serão contratados com recursos do BNDES e do FCO.
RAMO AGROPECUÁRIO
De acordo com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o workshop é uma excelente oportunidade de interação com os formuladores de políticas públicas, possibilitando extrair o máximo de informações para a adequada operação das rubricas, além da divulgação do excelente trabalho realizado pelas cooperativas financeiras do Sicoob.
Ele ressaltou que, do ponto de vista técnico, o Plano Agrícola e Pecuário, 2017/2018 trouxe uma alteração estrutural no desenho histórico das políticas públicas voltadas às cooperativas agropecuárias, sem a preocupação de estabelecer uma devida transição para os próximos anos.
“Para se ter uma ideia, as rubricas de comercialização e industrialização foram retiradas dos recursos obrigatórios, restando apenas as LCAs, com custos financeiros significativamente maiores, de, no mínimo, 50%. Além disso, as alterações operacionais normativas para o custeio foram tomadas sem o prévio conhecimento da realidade operacional das cooperativas agropecuárias. Atualmente, nessa rubrica estamos inviabilizados de operar ”, concluiu a liderança cooperativista.?
Fonte: OCB/ES





