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A Cooabriel está ampliando sua atuação em outras culturas para acompanhar a diversificação das propriedades rurais e reduzir a dependência financeira dos produtores em relação ao café. A estratégia inclui a construção de dois armazéns de pimenta, aprovada pela Assembleia Geral Ordinária (AGO) deste ano, e uma iniciativa piloto voltada ao cacau em Camacan, na Bahia.
O café conilon continuará como o principal negócio da cooperativa. A proposta é estruturar atividades complementares capazes de gerar receita quando as condições do mercado cafeeiro forem menos favoráveis.
Ao apresentar a visão que orienta esse movimento, durante a 6ª Feira de Agronegócios Cooabriel, o superintendente-geral da Cooabriel, Carlos Augusto Pandolfi, destacou a relação entre as diferentes dimensões da sustentabilidade.
“Quando pensamos e discutimos sobre sustentabilidade, precisamos entender que ela passa pela diversificação para o produtor. Mesmo quando o agricultor não vai trabalhar diretamente com pimenta, ele quer conhecer alternativas. Essa diversificação é o que traz sustentabilidade financeira para o negócio. Em momentos nos quais o mercado do café não estiver favorável, a pimenta, o cacau ou outra atividade dentro da propriedade podem suprir essa necessidade.”
Segundo Pandolfi, a estabilidade econômica da propriedade é necessária para que o produtor também consiga investir nas áreas social e ambiental. “Para que o produtor invista no pilar social ou ambiental, o pilar econômico precisa ir muito bem. É essa sustentabilidade que buscamos: manter o foco no essencial, cuidar da propriedade, gerir as necessidades da lavoura e administrar tudo o que a integra, inclusive novos produtos.”
A entrada da cooperativa no mercado de pimenta-do-reino ganhou força com a incorporação da Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré (Coopbac), aprovada pelos associados das duas organizações. Para Pandolfi, a ampliação da atuação deve ocorrer de maneira gradual, com a assimilação do conhecimento técnico e comercial necessário para cada nova cadeia produtiva.

“Não há como olhar para o futuro e ver a Cooabriel distante do cooperado. Se ele segue por esse caminho, nós devemos ir juntos. Já tínhamos essa visão quando decidimos fazer a incorporação da Coopbac e participar do mercado de pimenta.”
Com a atividade incorporada à estrutura da cooperativa, a Cooabriel começou a avançar nos investimentos necessários para armazenamento e comercialização do produto. “Incorporamos a atividade, trouxemos a expertise e agora os investimentos estão sendo realizados. Inclusive, a Assembleia Geral Ordinária deste ano aprovou a proposta para a construção de dois armazéns de pimenta”, afirmou.
No cacau, a estratégia ainda está em fase inicial. A cooperativa desenvolve uma iniciativa piloto em Camacan para conhecer melhor a cultura, entender o funcionamento do mercado e avaliar como poderá atender os produtores que já investem ou pretendem investir na atividade.
“Em suma, a visão de futuro é que a Cooabriel permanece e quer continuar muito forte no café conilon, que é o nosso core business principal, mas sem tirar os olhos da pimenta e do cacau”, concluiu Pandolfi.





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