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A produção de tomate no Espírito Santo mostra-se estagnada nos últimos anos. Em 2023, saíram das lavouras capixabas 151,5 mil toneladas do fruto, ante 151,6 mil toneladas no ano anterior. Produtividade e área colhida seguem o mesmo traçado, com números praticamente iguais nos últimos anos. Os municípios mais representativos da cultura no Estado são Afonso Cláudio, que responde por 15,83% da produção capixaba, seguido de Santa Maria de Jetibá (10,88%), Alfredo Chaves (9,7%), Venda Nova do Imigrante (7,92%) e Santa Teresa (5,54%).
O clima é o principal fator que impede o crescimento da produção, salienta o pesquisador do Instituto Capixaba de Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Élcio Costa. “A estagnação da produção pode ser atribuída a dois fatores principais: saída de produtores e condições climáticas adversas. As intensas chuvas entre outubro de 2023 e fevereiro de 2024 causaram perdas significativas nas lavouras, com a redução da qualidade dos produtos e dificuldades no transporte agravando ainda mais a situação”, explicou.
A solução encontrada pelos produtores, segundo o pesquisador, é a migração para o cultivo protegido. “O cultivo protegido em estufas está se tornando cada vez mais popular entre os produtores, que buscam maior qualidade, redução no uso de defensivos e aumento da produtividade. A possibilidade de controle dentro da estufa diminui a necessidade de reaplicar defensivos após as chuvas, garantindo frutos mais saudáveis e com maior valor de mercado. Além disso, a concentração de plantas por área cultivada é maior em estufas, o que otimiza a mão de obra e reduz custos de produção em até 30%. A adoção dessa tecnologia, antes restrita a poucos produtores, tornou-se uma necessidade para garantir a competitividade no mercado e a sustentabilidade da produção”, finaliza.





