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O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de pimenta-do-reino, responsável por cerca de 60% da produção nacional. Em 2023, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado produziu 77.681 mil toneladas da especiaria. São Mateus é o maior produtor, 26.040 mil toneladas, seguido por Rio Bananal, com 7.700 e Jaguaré com 7.410.
Em busca de alternativas mais baratas e sustentáveis para o cultivo da pimenta-do-reino, originalmente plantada com estacas de madeira, pipericultores estão testando o cultivo do grão em tutores vivos. Sem nenhuma resposta científica sobre as vantagens do tutor vivo e qual é o melhor tutor, Waylson Zancanella Quartezani, engenheiro agrônomo, doutor em energia na agricultura (FCA/UNESP), coordena uma pesquisa sobre o assunto.
“O objetivo é testar diferentes tutores vivos (cultivo sombreado) para cultura da pipericultura, identificar qual a melhor forma de propagar os tutores vivos mais usados, analisar o manejo de cada um deles, levantando vantagens e desvantagens, e comparar com o sistema convencional em eucalipto tratado”, explica Waylson.
Denominado Tutoramento Vivo (cultivo sombreado) na Pimenta-do-Reino, os experimentos estão sendo realizados em Montanha, no Norte do Estado, em áreas de três e 10 mil metros quadrados, com o Neem Indiano, Gliricídia e a Moringa. A área de experimento mais antiga foi iniciada há três anos e vai para a terceira colheita, todos plantados ao mesmo tempo, com tutores e na estaca.
O coordenador do projeto disse que ainda é cedo para bater o martelo com conclusões finais, “mas é perceptível que o maior conforto térmico da pimenta-do-reino nos tutores vivos, têm mostrado ganhos de produtividade, principalmente para aquelas floradas que ocorrem próximas às estações com maior temperatura do ar”.
Waylson destaca ainda que “as variações climáticas estão cada vez mais comuns nas regiões produtoras da cultura, logo o tutor vivo pode ser uma saída para proporcionar temperaturas mais amenas e assim alcançar seu pleno desenvolvimento e produtividade”.




