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O Espírito Santo recebeu uma missão técnica vinda do Rio Grande do Sul para uma imersão em regiões produtoras do setor da olivicultura. O objetivo da visita foi a troca de experiências e informações para auxiliar os produtores do Estado e aumentar a produtividade e a qualidade do produto com origem capixaba. Durante a missão, que aconteceu nessa terça-feira (03) e nesta quarta-feira (04), também foi firmado um acordo para uma cooperação técnica com objetivo de ampliar os projetos e pesquisas para o desenvolvimento da cultura no Espírito Santo.
Atualmente, o Rio Grande do Sul é referência nacional na olivicultura e o maior produtor de azeite de oliva do Brasil. Já o Espírito Santo está em processo de crescimento no setor, começando a se destacar como região produtora de azeite. Entre os membros da comitiva, estavam o especialista e professor da Universidade Federal de Pelotas, Vagner Costa, e o pesquisador da Embrapa do Rio Grande do Sul, Rogério Oliveira Jorge.
Durante dois dias, os especialistas visitaram regiões produtoras e interagiram com produtores nos municípios de Santa Teresa, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante.
Em 2022, o município de Santa Teresa foi responsável por 30 hectares de área colhida e seis toneladas de produção do setor. A expectativa é de que a região serrana desponte como um importante polo produtor no Estado.
“A olivicultura é uma cultura nova no Espírito Santo e o objetivo dessa missão técnica é buscar informações e propor soluções para melhorar a produtividade e a qualidade da produção capixaba. Essa cultura é uma alternativa para diversificar a renda dos produtores rurais, gerando mais emprego e potencializando também o agroturismo com a agregação de valor”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Profissionais do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e representantes da Associação dos Olivicultores do Espírito Santo também participaram da missão técnica.
“Durante o encontro, ficou estabelecido que será firmado um acordo para uma cooperação técnica entre a Universidade Federal de Pelotas, Embrapa-RS, Incaper, Ifes e Ufes para ampliar os projetos de pesquisa na área. O objetivo é justamente criar novos mecanismos para o desenvolvimento da olivicultura, já que o Estado possui um bom potencial para essa cultura ao ter um clima temperado e frio nas regiões de maior altitude”, ressaltou Enio Bergoli.
A cultura da azeitona e a produção de azeite no Estado têm crescido ao longo dos anos, com mais agricultores investindo nessa atividade e buscando técnicas modernas de cultivo. O azeite de oliva é valorizado por seus benefícios à saúde e sua utilização na culinária.
A oliveira pode ser cultivada em uma ampla faixa de altitude, mas a altitude certa varia dependendo da variedade. A altitude adequada geralmente está entre 200 e 800 metros.



