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Oficialmente, no estado do Espírito Santo, virou esporte dar linha para pipa. A prática de soltar pipas, agora, por lei, foi transformada em uma das dezenas de modalidades esportivas já existentes. A Lei 12.035/2024 deriva de iniciativa do deputado Coronel Weliton (PRD) e reconhece os praticantes da modalidade como pipeiros.
A norma ainda define algumas condições para a prática do novo esporte. Conforme o texto, as pipas devem ser soltas em locais abertos, distantes das fiações elétrica e telefônica. Os pipeiros devem utilizar obrigatoriamente linhas de algodão em cores visíveis e sem nenhum truque que as tornem mais cortantes.
Fios cortantes como o cerol (cola de sapateiro misturada com vidro moído ou produto abrasivo) e a chamada linha chilena estão proibidos desde 2005, pela Lei Estadual 8.092. A linha chilena é composta pela mistura de madeira com óxido de alumínio, silício e quartzo moído, o que a torna mais cortante que o cerol.
Na justificativa do Projeto de Lei (PL) 697/2023, que deu origem à norma, o deputado Coronel Weliton aponta que a medida busca garantir mais segurança à população e aos pipeiros, assim como “a transformação da imagem da pipa e de seus praticantes em um esporte respeitado e admirado, semelhante ao que ocorreu com esportes como o skate, a capoeira e o surf”.
Origem da pipa
Acredita-se que a origem da pipa remonte há mais de dois milênios, na China, tendo sido usada para fins militares e meteorológicos. No Brasil, vinda com os europeus, ela ganhou inúmeros nomes, de acordo com a região, a cultura do lugar e o modelo. Entre os mais comuns estão arraia, papagaio, pião e rabiola.




