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A carambola, fruta comum em quintais e feiras brasileiras, pode representar riscos importantes à saúde em alguns casos. O alerta é da nutricionista Maria Luiz Secco, mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutoranda em Alimentos e Nutrição pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Segundo ela, a fruta contém uma neurotoxina capaz de provocar sintomas graves em pessoas com diabetes ou doenças renais, além de favorecer a formação de cálculos renais quando consumida em excesso.
De acordo com a especialista, um dos principais fatores de risco associados à carambola é a caramboxina, uma neurotoxina que pode afetar diretamente o organismo de pessoas com a função renal comprometida. “Ela é responsável por sintomas como vômitos e confusão mental, podendo, em casos mais graves, levar ao óbito. No entanto, isso geralmente ocorre apenas em pessoas com diabetes ou doenças renais”, explicou.
Maria Luiza Secco destaca que, nesses grupos, o problema está na dificuldade de o organismo eliminar a substância. “Como o rim desses pacientes não consegue filtrar o sangue de forma eficiente, a toxina acaba se acumulando e agindo no cérebro. Portanto, o consumo é restrito para esse grupo de risco”, afirmou.
Em pessoas saudáveis, a especialista explica que a caramboxina costuma ser eliminada normalmente pelos rins, por meio da urina. Ainda assim, isso não significa que o consumo da fruta esteja livre de cuidados. Segundo ela, a ingestão exagerada de carambola pode trazer outro tipo de impacto, desta vez relacionado ao ácido oxálico presente na fruta.
“Em pessoas saudáveis, essa toxina é eliminada normalmente pelos rins através da urina. Contudo, o consumo excessivo da fruta pode levar à formação de cálculos renais devido à presença de ácido oxálico”, disse. Ela acrescenta que esse excesso pode comprometer o funcionamento renal e provocar desconfortos, embora, em geral, sem a mesma gravidade observada em pessoas que já apresentam doenças pré-existentes.
A nutricionista reforça que a formação de cálculos está ligada a um consumo muito elevado da fruta, especialmente quando associado a baixa ingestão de água. “Vale ressaltar que a formação desses cálculos está associada a um consumo muito elevado, muitas vezes combinado com hábitos como a baixa ingestão hídrica”, concluiu.




