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O Brasil tem se tornado cada vez mais conhecido no mundo por suas pimentas e vem ganhando espaço como fornecedor no mercado internacional. A Cooperativa Agropecuária Centro Serrana – Nater Coop (antiga Coopeavi), realizou, no mês de novembro, sua primeira exportação de pimenta-do-reino. A carga de 54 toneladas está a caminho do Egito.
O produto saiu do município de Vila Valério com destino ao porto de Itaguaí (RJ), onde foi embarcado, e segue rumo a Damietta, no Egito. Acondicionado em sacos de 25 quilos, o produto exportado é a pimenta padrão Asta, que é o de melhor qualidade. Jozielton Freire, gerente de mercado da Nater Coop, explica que a qualidade é medida pela densidade da pimenta: quanto maior a densidade melhor a qualidade.
As exportações das pimentas brasileiras para os países da Liga Árabe, da qual o Egito faz parte, têm crescido acima da média. De 2017 a 2021, as vendas aumentaram expressivamente para esse mercado, tanto em toneladas – média de 47,5% ao ano – quanto em valor exportado – 41,7% ao ano.
Em 2020, o Brasil conquistou a segunda colocação entre os maiores exportadores de pimenta-do-reino do mundo, respondendo por 15% do total das vendas do produto. O país só ficou atrás do Vietnã, responsável por 41,5% da comercialização global (Fonte: Câmara de Comércio Árabe-Brasileira).
No Brasil, a produção sempre esteve concentrada no Pará, que é historicamente o maior produtor e exportador nacional, no Espírito Santo e na Bahia. Nos últimos anos, o Espírito Santo apresentou grande expansão de área, ultrapassando o Pará e se tornando o maior produtor do país, segundo dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
“Temos no Espírito Santo uma predominância da produção de pimenta como atividade da agricultura familiar. Segundo o Incaper, existem 11,5 mil produtores de pimenta-do-reino no estado. Queremos estimular essa produção entre nossos associados, aproveitando a assistência que nós da cooperativa oferecemos, seja na aquisição de insumos, assistência técnica ou compra da produção a valores justos”, destaca o presidente da cooperativa, Denilson Potratz.
Segundo ele, a Nater Coop já negociou a exportação de outros cinco contêineres da especiaria, que devem ser embarcados em breve. Trata-se de um mercado novo para a cooperativa, mas com potencial de expansão.




