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A minha série preferida é “Black Mirror”, e logo na abertura entendemos por que ela recebe esse nome, que pode ser traduzido como “espelho negro”: as telas dos dispositivos eletrônicos, quando desligadas, tornam-se espelhos escuros que refletem a nossa imagem.
Assim também, uma xícara de café pode revelar imagens que vão além do nosso reflexo no líquido escuro. Ela faz brilhar o sabor e a tradição, ao mesmo tempo que reflete famílias que dedicam seu trabalho à lavoura para entregar essa bebida quase mágica em nossas mãos aquecidas.
E todo ano, uma série sobre café tem uma nova temporada de três episódios marcantes, em que o último é sempre de tirar o fôlego até dos menos emocionados (que é o exato oposto do meu caso! rsrsrs).
Essa série se chama SIC, Semana Internacional do Café, que em 2025 estreou nos dias 5, 6 e 7 de novembro. Ela é uma verdadeira vitrine para o mundo dos cafés especiais do Brasil e já se consolidou como o principal evento do setor no país.
Cafeicultores, marcas, equipamentos, baristas, mestres de torra, especialistas, jornalistas e um repórter apaixonado por café, emocionado e curioso (o que vos escreve), fazendo parte dessa temporada pela primeira vez. Todos no mesmo cenário, o Expominas, em Belo Horizonte, para contar uma história inédita com personagens já marcantes.
Imagine um lugar com café bom de todo canto deste país. Tem como dar ruim?
Um “cafezeiro” alucinado como eu tem certeza de que chegou no paraíso da “cafelândia”.
E vamos direto para o último capítulo da temporada…
Mas, antes, deixa eu te apresentar um dos mocinhos da trama; aquele por quem torcemos para se dar bem: o café capixaba!
Rapaz, pensando aqui em como eu posso descrever esse personagem… Estou escrevendo essa frase e literalmente rindo, porque minha mente me levou pra Davi e Golias (inacreditável!).
E não consigo pensar em comparação melhor. Nosso café capixaba é igual Davi: pequeno, bonitinho, discreto, mas ao mesmo tempo cheio de planos e coragem. Aquele que, na hora do “vamos ver”, tira uma pedrinha do bolso e detona o gigante.
Pois bem, a arena desse duelo se chama COY, Coffee of the Year. Um concurso realizado dentro da SIC, com o resultado nos últimos instantes do evento, e que elege os melhores cafés do Brasil: os cinco melhores canéforas e os dez melhores arábicas.
Sobre nosso mocinho? Terminou essa temporada grandão e com tanto troféu que preferiu nem “matar” o gigante: pediu a ajuda dele para carregar a montoeira de prêmios.
Antes do COY, no início do terceiro episódio da temporada, digo, no último dia de SIC, já tínhamos café capixaba campeão do concurso de Fairtrade e uma campeã do Florada Premiada, da 3 Corações (concurso voltado para mulheres), com pontuação recorde no concurso.
E, dos quinze títulos possíveis do COY, o nosso café capixaba levou onze. Deixa eu falar de novo: ONZEEEEEE!!!
Na categoria canéfora, levamos três de cinco títulos, incluindo o campeão que, juntamente com o terceiro lugar, vem de Santa Teresa, e o quarto lugar do município de Alegre. E, na categoria arábica, foram oito cafés premiados entre os dez melhores do Brasil; dentre eles, sete do Caparaó capixaba e um das Montanhas Capixabas.
O campeão da categoria arábica não foi capixaba, mas vou te contar um detalhe baixinho aqui: o vencedor do arábica é do Caparaó mineiro, coladinho na gente; é quase, quase nosso também, tá?
Pra você ter uma ideia, se o campeão fizer um cafezinho na propriedade dele, a gente sente o cheirinho, pega a xícara, atravessa uma pequena ponte e chega antes de terminar de passar o café.
Meus amigos leitores, viver esse protagonismo do café capixaba tão de perto, ao vivo, foi uma experiência indescritivelmente emocionante.
Terminei o COY literalmente sem voz (estava narrando o concurso para nossa audiência do Instagram), mas com o coração ainda cheio de voz e berrando de alegria pelo nosso mocinho da temporada 2025 da SIC, que virou o grande protagonista.
Sei o quanto de amor, dedicação e suor das nossas famílias cafeicultoras tem por trás de cada título conquistado.
Bom, precisei abrir mão da minha série preferida, de um personagem bíblico e de uma, ou melhor, duas enormes xícaras de café, capixaba é claro, para tentar passar um pouco do sentimento do que é conhecer os melhores cafés do Brasil na Semana Internacional do Café.
Espero ter conseguido minimamente cumprir essa missão. E, se chegou até aqui, vou amar de verdade receber a sua mensagem me dizendo o que achou do texto no meu Instagram (@jornaldojohn) e, claro, não esqueça de nos seguir na @conexaosafra para acompanhar todas as nossas jornadas no agro capixaba.
Até a próxima aventura!





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