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A produção de cacau no Espírito Santo alcançou um novo patamar de eficiência na última década. Mesmo com a redução da área colhida, que caiu de 22 mil hectares em 2014 para 15,7 mil hectares em 2024, o Estado registrou forte avanço em produtividade e consolidou uma das safras mais expressivas de sua história recente.
Entre 2014 e 2024, a produtividade do cacau capixaba quase quadruplicou: passou de 195 kg/ha para 771 kg/ha, alta de 296%. A virada ocorre em 2018, quando o rendimento salta para 613 kg/ha e estabelece um novo padrão tecnológico para a cultura. Desde então, o desempenho segue crescente, com recorde de 778 kg/ha em 2023 e leve recuo para 771 kg/ha em 2024, mas ainda o segundo maior da série.
Com esse aumento de eficiência, o Espírito Santo elevou a produção anual de 4,3 mil toneladas, em 2014, para 12,16 mil toneladas em 2024, quase o triplo, mesmo com área menor. O salto mais significativo ocorreu entre 2017 e 2018, quando a produção avançou 53%, impulsionada pelo ganho de produtividade e pela adoção de manejos mais tecnificados.
A produção estadual é altamente concentrada no norte do estado, especialmente em Linhares, que responde por 68,4% de todo o cacau capixaba. Em 2024, o município produziu 8.321 toneladas, seguido por Colatina (584 t), Rio Bananal (543 t), São Mateus (542 t) e Águia Branca (232 t), que completam a lista dos maiores produtores.






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