Anuário do Agro Capixaba

Produção de tomate em estufas aumenta e traz benefícios no ES

por Fernanda Zandonadi

em 06/03/2023 às 10h02

3 min de leitura

Produção de tomate em estufas aumenta e traz benefícios no ES

*Fotos: Leandro Fidelis/imagem com direito autoral/proibida reprodução sem autorização

A produção de tomate no Espírito Santo se mantém constante nos últimos anos. Em 2021, a área colhida foi de 2.503 hectares, com produção de 147 mil toneladas e rendimento médio de 63 mil quilos por hectare. Algo muito próximo ao ano anterior, com produção de 151 mil toneladas e rendimento de 57 mil quilos por hectare. Os municípios mais representativos na produção do fruto são Domingos Martins, que responde por 12,88% do que é cultivado no Espírito Santo, seguido de Santa Maria de Jetibá (11,18%), Alfredo Chaves (9,8%), Venda Nova do Imigrante (8,95%) e Afonso Cláudio (8,13%). 

O tomate, desde sempre, vem lutando contra pragas, doenças e intempéries. E é nas estufas que os produtores encontram a solução para esses problemas. O pesquisador do Incaper Hélcio Costa explica que a tendência, especialmente na Região Serrana, maior produtora do fruto no Estado, é realmente a produção em ambiente controlado. “Aumentou muito a produção em estufas. Muita chuva, muita praga levou os agricultores a adotarem essa opção. Claro, é preciso estudos para escolher a área que será feita a estrutura, sem doenças no solo. Mas o retorno tem sido grande, com menos influência do clima, não tem praticamente doença nenhuma, as pragas diminuem. Além disso, a produtividade é maior”, avalia.  

Há dois ou três anos, a família Gobbi decidiu investir em estufas para a produção de tomate. E a experiência está sendo um sucesso. Os gastos com defensivos agrícolas caiu 70% e, como salienta Cássio Berçan Gobbi, algumas vezes nem há necessidade de usar. “Além disso, como as plantas não ficam em campo aberto, na chuva, não tem risco de o tomate trincar ou estragar. Pragas, como é tudo telado, entram menos. E tem tomate o ano inteiro”, conta Cássio Gobbi. 

O investimento na estrutura se paga, segundo ele, em dois ou três anos. “Mas se pegar um período com preço e produção em alta, com um ano e meio já pagou o investimento”, conta ele o rapaz, filho de agricultores, e que trabalha na produção há cinco anos.

As plantações da família estão em áreas do Alto Caxixe, em Venda Nova do Imigrante, e também no Alto Guandu, Afonso Cláudio. Hoje, as estufas abrigam a produção dos tomates tipo Salada e Italiano, variedades mais produzidas no Espírito Santo. “As estufas que temos atendem ao nosso mercado. Futuramente pensamos em aumentar a área e plantar outras variedades”.

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