Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

Investigação
Operação prende suspeitos de fraude na comercialização de café no sul do ES

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

A produção de camarão da malásia em terras capixabas se concentra em cinco municípios: Governador Lindemberg, Ibiraçu, São Mateus, Marilândia e Guarapari. É o que apontam os últimos dados consolidados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elaborados pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Em queda desde 2014 quando o Espírito Santo viveu a prior crise hídrica da história, a produção em 2021 não passou de 9.750 toneladas. Bem diferente do total registrado em 2020 quando foram pescados 15.006 toneladas. Governador Lindemberg segue liderando o ranking. No último ano, o município produziu cinco toneladas, 51,28% de toda produção do Estado.
Os dados oficiais, no entanto, não revelam os testes bem-sucedidos de produtores do Caparaó Capixaba com a espécie. Ao contrário dos municípios produtores, todos com altas temperaturas durante praticamente todo o ano, os experimentos feitos em Iúna, Ibatiba e Irupi têm apresentado resultados satisfatórios.
Com temperaturas muito baixas no outono e no inverno, os produtores concentram a criação nos meses de setembro a março, primavera e verão, respectivamente, período em que as temperaturas sobem. O instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Fabiano Giori dá treinamento em carcinicultura e explica que falta conhecimento por parte dos produtores para a atividade deslanchar no Estado.
“A produção de camarão da malásia hoje no Espírito Santo é considerada pequena se comparada ao potencial do Estado para desenvolver a atividade. Temos clima, topografia e condições hídricas muito favoráveis, mas falta informação. É preciso difundir a produção. Muitos não trabalham por falta de conhecimento, acham que é difícil, caro e acabam não se interessando pela carcinicultura”, revela Fabiano.
Animado com os resultados obtidos com a experiência, Juliano Almeida de Freitas, de Irupi, já pensa em construir uma estufa e trabalhar com o camarão durante todo o ano. “Com conhecimento e manejo correto, com certeza vale a pena investir. Chegamos a produzir 600 quilos. Resolvi mexer com camarão depois que participei de um treinamento específico oferecido pelo Senar-ES. Comecei de maneira experimental e hoje já penso em fazer uma estufa e produzir o ano todo”, explica Juliano, que tem na cafeicultura sua principal fonte de renda. Sobre o manejo, o iniciante diz não existir segredo.
Para diminuir os custos e ter renda extra, Juliano pensa em criar também um laboratório de pós-larvas. Atualmente, ele compra de um produtor de Governador Lindemberg, o que encarece a produção. Quanto aos custos, o mais elevado é com a montagem dos tanques.
“Nosso trabalho é orientar os produtores, por meio de treinamentos e capacitações, para amenizar os erros, como o preparo dos tanques, alimentação, nutrição e manejo das larvas. O investimento maior é o de implantação dos viveiros, o ambiente de cultivo. Já o custo de produção não é tão elevado, isso tudo falamos no treinamento”, pontua Giori.






