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Em 2021, o Espírito Santo produziu 4.717 toneladas de peixe, sendo a tilápia líder absoluta na puxada da rede, com 99,12% desse total. O levantamento é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elaborado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), que aponta ainda Linhares como o maior produtor da espécie, com 46,43% de toda a produção estadual.
Para disseminar e alavancar a piscicultura capixaba, a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) está desenvolvendo alguns projetos em parceria com outros órgãos estaduais e os municípios. Um deles é o grupo de trabalho formado pela Seag, Incaper, Seama, Iema, Idaf e Agerh para um estudo do licenciamento ambiental da piscicultura.
“Vamos rever o formato do licenciamento ambiental para a piscicultura com o objetivo de desburocratizar o processo de obtenção de licença e, assim, fomentar a produção no Espírito Santo”, explica José Alejandro Garcia Prado, gerente de Pesca, Aquicultura e Produção Animal da Seag.
Outro projeto em andamento é o “Aquicultura Familiar”, desenvolvido pela Seag em parceria com o Incaper e a Prefeitura de Montanha. Estão sendo implantados tanques redes e piers flutuantes em quatro represas do município, no Extremo Norte. Oito famílias, todas de assentamentos, estão sendo beneficiadas.
“É um projeto piloto que pretendemos levar para outros municípios. O objetivo é incentivar a piscicultura e a aquicultura familiar com ênfase na gestão feminina, para favorecer a inserção da mulher na atividade. É uma política pública que favorece a mulher”, pontua.
Com uma piscicultura incipiente, se comparada com outros Estados, Alejandro diz que “a equipe que atua no setor ainda é pequena e que precisa de mais gente trabalhando com aquicultura, com assistência técnica e extensão aquícola”.
Para 2023, segundo o gerente, os planos são ampliar a aquicultura familiar e criar o programa de fortalecimento da aquicultura capixaba.





