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Nos últimos cinco anos a produção de laranja no Espírito Santo cresceu tanto em produção quanto em área plantada. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o Estado tinha 1.354 hectares de área cultivada e produzia pouco mais de 17 toneladas da fruta. Em 2023 estes números saltaram para 1.803 hectares e 24.245 toneladas colhidas.
Mas, apesar do crescimento na produção, a laranja produzida em terras capixabas ainda é insuficiente para suprir a demanda das agroindústrias instaladas por aqui.
Alfredo Barcelos Viana trabalha com a produção de suco de laranja e só encontra a fruta no Espírito Santo durante três ou quatro meses, no restante do ano precisa comprar de fora.
“Não é possível comprar somente no Estado; a safra é limitada. Temos disponível a laranja em alguns períodos do ano apenas, geralmente de maio a agosto, o restante do ano precisa vir de fora, infelizmente”, explica o empreendedor que produz cerca de 49 mil litros de suco por mês.
Quando não encontra matéria prima em casa, Alfredo compra da Bahia, Sergipe, Minas Gerais e, às vezes, de São Paulo, o que encarece o custo de produção. “Hoje, o frete de fora do Estado está em torno de R$ 300,00 a tonelada, o que eleva o custo da laranja e tira a margem de lucro”.

Pinheiros é o maior produtor de laranja do Espírito Santo. Em 2023, a safra foi de 4.500 toneladas, o que representa 18,56% da produção total do Estado, seguido por Jerônimo Monteiro, com 2.960 toneladas e Linhares com 1.800.
A produção de limão teve um leve crescimento em 2023, em relação a 2022. A safra passou de 21.230 toneladas para 21. 860. São Mateus é o maior produtor da fruta com 19,89% de toda a produção capixaba. O mesmo aconteceu com a tangerina. A produção em 2023 foi pouco maior que em 2022. Passou de 30.936 para 31.641 toneladas. Domingos Martins segue liderando a produção. Em 2023, o município colheu 46,89% de toda tangerina produzida no Estado.





