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Na última segunda-feira (7), o furacão Milton, que ganhou força sobre o Golfo do México, se tornou uma tempestade de categoria 5, a mais alta na escala Saffir-Simpson, em uma impressionante demonstração de intensificação explosiva. Esta classificação significa que o furacão apresenta ventos máximos sustentados de até 285 km/h, o que o torna um fenômeno com “alto potencial destrutivo”, conforme alertou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).
O furacão Milton é notável por sua rápida ascensão na escala de intensidade, subindo de uma tempestade tropical a um furacão de categoria 5 em menos de 24 horas. Este fenômeno raro é alimentado pelo calor anômalo das águas do Golfo do México, que estão de 1°C a 2°C acima da média. Essa temperatura elevada fornece “combustível” para a tempestade, intensificando seus ventos e aumentando a sua capacidade de causar danos.
A escala Saffir-Simpson, utilizada para categorizar furacões, considera apenas a velocidade do vento, mas é importante lembrar que a maior parte das mortes relacionadas a furacões é causada por inundações e ressacas.
De acordo com um estudo de 2014, 90% das fatalidades em ciclones tropicais nos EUA são atribuídas à água, não ao vento. Historicamente, furacões de categoria 3, 4 e 5 representam mais de 85% dos danos causados por tempestades, apesar de representarem apenas 24% dos ciclones que atingem a costa americana.
A preocupação em relação ao Milton é exacerbada pela recente passagem do furacão Helene, que causou destruição significativa e deixou uma população vulnerável na Flórida. Com Tampa e seus arredores ainda se recuperando, as autoridades emitiram ordens de evacuação para seis condados, abrangendo quase 4 milhões de habitantes. O presidente Joe Biden declarou estado de emergência em todo o estado, preparando o terreno para a possível devastação que Milton pode causar.
A previsão indica que o furacão Milton deve tocar a costa da Flórida na quarta-feira (9), inicialmente como uma tempestade de categoria 4, mas com potencial para continuar sendo uma ameaça enquanto avança para o interior. A baía de Tampa, que não sofre um impacto direto de furacão em mais de um século, pode enfrentar ressacas de 2,4 a 3,6 metros, representando o maior risco de inundações na região.
Os preparativos para a chegada de Milton incluem a interrupção de voos no aeroporto internacional de Tampa e a mobilização de equipes de emergência para atender as vítimas do Helene. Enquanto isso, no México, autoridades estão organizando evacuações em áreas costeiras de baixa altitude, como Progreso, onde a população está em risco devido à intensidade da tempestade.
À medida que Milton avança, a preocupação com danos significativos aumenta. Com ventos devastadores e potenciais inundações, a história de furacões intensos que atingem a Flórida nos últimos anos destaca a crescente ameaça das tempestades tropicais em um mundo em aquecimento. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a proporção de furacões nas categorias 4 e 5 deverá aumentar, ressaltando a necessidade de preparação e resiliência nas comunidades costeiras.



