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O processo de enfraquecimento do fenômeno El Niño de 2023-2024 começou. Análise dos dados semanais de anomalia de temperatura da superfície do mar combinados com projeções de modelos numéricos indica com alto grau de probabilidade que o pico do evento do fenômeno já foi alcançado e que a partir de agora a tendência é de gradual decaimento.
A previsão da MetSul Meteorologia indica que a tendência para o Pacífico Equatorial é de enfraquecimento adicional do fenômeno El Niño ao longo das próximas semanas, mas o fenômeno deve seguir presente no Pacífico Centro-Leste ainda durante todo o restante do verão ou em quase todo o período. O último boletim mensal de probabilidades do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), dos Estados Unidos, indica que o El Niño deve seguir atuando por mais algumas semanas com uma transição para neutralidade (ausência de El Niño e La Niña) durante o o outono.
Conforme as probabilidades estimadas pelo CPC/NWS/NOAA, neste trimestre de janeiro a março a probabilidade é de 100% de El Niño. No trimestre de fevereiro a abril, o órgão da NOAA indica 94% de probabilidade de El Niño, 6% de neutralidade e 0% de La Niña. Para o trimestre de março a maio, o do outono meteorológico, 53% de El Niño, 47% de neutralidade e 0% de La Niña. Para o trimestre abril a junho, 20% de probabilidade de El Niño, 73% de neutralidade e 7% de La Niña.
No trimestre de maio a julho, segundo as estimativas oficiais do centro de clima dos Estados Unidos, as probabilidades seriam de 10% de El Niño, 63% de neutralidade e 27% de La Niña. No trimestre do nosso inverno meteorológico, de junho a agosto, 7% de El Niño, 46% de neutralidade e 47% de La Niña. No trimestre de julho a setembro, a estimativa norte-americana é de 6% de El Niño, 36% de neutralidade e 58% de La Niña.
Por sua vez, no trimestre de agosto a outubro, que marca a transição do final do inverno para o começo da primavera no Hemisfério Sul, a NOAA projeta probabilidade de 6% de El Niño, 30% de neutralidade e 64% de La Niña, ou seja, ou o Pacífico já estará sob La Niña ou numa neutralidade com anomalias negativas.
Embora um evento de La Niña canônico, que se mede no Pacífico Central, não se preveja antes do final do outono ou do inverno, um La Niña costeiro nas costas do Peru e do Equador pode se instalar antes, com resfriamento das águas junto à costa da América do Sul na faixa equatorial, ainda no outono. Um possível resfriamento acentuado do Pacífico na chamada região Niño 1+2, junto aos litorais peruano e equatoriano, pode determinar gradual redução da precipitação e ainda favorecer episódios de frio mais cedo no calendário, alguns de maior intensidade durante o outono.




