Mais lidas 🔥

Produção de peixes
Gigante da tilápia: cooperativa finaliza unidade com capacidade para 20 toneladas diárias

Reconhecimento Internacional
Azeite do Espírito Santo ganha medalha de ouro em concurso internacional

Chuva atípica pode superar média de junho no Sudeste e Centro-Oeste antes do inverno

Alerta para produtores
Como agir após o granizo? Veja as orientações para produtores de café

Infraestrutura Hídrica
Barragem é inaugurada e reforça segurança hídrica em Aracruz

A probabilidade de formação de um novo episódio de El Niño em 2026 está aumentando, segundo atualização do monitoramento climático internacional divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Climate Prediction Center, órgão ligado à NOAA, nos Estados Unidos. Modelos climáticos indicam que há 62% de chance de o fenômeno surgir entre junho e agosto deste ano.
O relatório aponta que o atual episódio de La Niña ainda está ativo no Oceano Pacífico equatorial, mas já apresenta sinais claros de enfraquecimento. A tendência observada nas últimas semanas indica uma rápida transição para uma fase neutra do sistema climático global.
Segundo os meteorologistas da agência norte-americana, a fase neutra do ENSO deve se estabelecer nas próximas semanas. A previsão indica que o Pacífico permanecerá em condição neutra entre maio e julho de 2026, com probabilidade estimada em 55%.
O sistema ENSO, sigla para El Niño-Oscilação Sul, é um dos principais reguladores do clima global. Ele alterna entre três fases: El Niño, La Niña e neutralidade, influenciando padrões de chuva, temperatura e circulação atmosférica em diversas regiões do planeta.
Os dados mais recentes mostram que as águas frias associadas à La Niña continuam presentes no Pacífico centro-leste, com anomalia de temperatura de −0,5 °C na região Niño 3.4, área utilizada como referência para monitorar o fenômeno. Ao mesmo tempo, áreas próximas à costa da América do Sul já registram aquecimento acima da média.
Esse aquecimento nas camadas superficiais e subsuperficiais do oceano é considerado um dos sinais típicos de transição no sistema climático do Pacífico. A expansão de águas mais quentes abaixo da superfície indica reorganização das correntes oceânicas e pode favorecer o desenvolvimento do El Niño nos próximos meses.
Modelos climáticos de previsão sazonal apontam que, caso a tendência se confirme, o fenômeno pode se estabelecer no segundo semestre e permanecer ativo até o final de 2026.
A evolução do ENSO é acompanhada mensalmente por centros internacionais de meteorologia, que monitoram temperatura do oceano, circulação atmosférica e padrões de vento no Pacífico tropical.
Mudanças entre La Niña e El Niño costumam alterar regimes de chuva e temperatura em diversas regiões do mundo, incluindo a América do Sul, podendo influenciar desde o comportamento das frentes frias até a distribuição das chuvas ao longo do ano.




