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Quais são os desafios da cadeia do leite no Espírito Santo e o que é necessário para o seu desenvolvimento? Esses e outros questionamentos começaram a ser esclarecidos durante o Workshop de construção do Programa Estadual da Cadeia do Leite.
Desenvolvido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES), o evento reuniu cerca de 50 empreendedores do setor com o objetivo de iniciar o primeiro debate para construção do programa.
“O workshop promoveu um encontro envolvendo empreendedores da cadeia do leite, de forma a contribuir com a construção de um programa que promova o desenvolvimento do setor no Estado, com políticas públicas adequadas para o seu crescimento. Buscamos por um trabalho integrado, com diversos atores desta atividade, de forma a entender as principais demandas do setor e encontrar, coletivamente, uma solução para os gargalos”, destaca o diretor técnico do Sebrae/ES, Luiz Toniato.
Durante o evento foram apresentados dados obtidos anteriormente em questionários online e entrevista com os empreendedores do ramo. Pontos como aspectos limitantes do setor e as prioridades de ações privadas e públicas direcionadas à cadeia láctea no estado foram a base do workshop, ministrado pelo consultor da Milk Point Mercado, Valter Galan.
“O leite capixaba enfrenta algumas dificuldades, e as principais são o baixo nível tecnológico, baixa produção e produtividade, muita capacidade industrial e pouco leite para atender essa demanda. A sucessão familiar também se apresenta como uma dificuldade para a cadeia do leite. A nossa meta de longo prazo é fazer com que o Espírito Santo seja autossuficiente na produção do leite, ou seja, consiga produzir o que o estado consome. Então, a construção do nosso plano vai estabelecer ações de médio e longo prazo para chegar nesse objetivo macro”, ressalta Galan.
O acesso à tecnologia no trabalho do campo, de acordo com o vice-presidente da Selita, Fioravante Cypriano Neto, é fundamental para manter as pessoas na atividade e este programa vai ajudar a identificar onde essas tecnologias podem ser aplicadas. Para ele, os impactos serão positivos para o desenvolvimento da cadeia do leite.
“Este é um programa que impacta diretamente o setor, sob o ponto de vista de dar um direcionamento ao produtor de leite e às indústrias de laticínios, e mostrar um caminho para aumentar a produtividade no campo e dentro dos laticínios, para que a atividade leiteira seja mais rentável e que, sobretudo, impacte na geração de mão de obra no campo, segure as famílias no campo, diminua o êxodo rural ainda vigente e desafogue as cidades, uma vez que o leite é um dos principais geradores de emprego e renda no Brasil”, destaca Fioravante.
O presidente da Laticínios Fiori, Marcos Corteletti, ressalta que a integração dos atores é fundamental para que o programa seja efetivo. “É preciso um programa único, do qual a cadeia do leite está carente. O setor todo precisa estar envolvido, do produtor às indústrias. Todos os elos, sejam governamentais,cooperativas, indústrias e os produtores com as associações”, destaca.
O evento, que aconteceu no auditório do Sebrae/ES, em Vitória, nesta segunda-feira (30), reuniu representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-ES), Sistema OCB, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), Secretaria Estadual de Agricultura (Seag), Fosemag, sindicatos, associações, cooperativas de leite e laticínios privados.




