Mais lidas 🔥

Relatório IMBR Agro
El Niño na safra 2026/2027: saiba como ficarão as chuvas em cada região e qual será o mês mais crítico

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Infraestrutura a serviço do agro
Complexo logístico com pista de pouso deve reunir mais de 20 empresas em Pinheiros

(Foto: Pixabay)
A Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change), que é o tratado internacional da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, reconheceu a importância da agricultura brasileira para a segurança alimentar, o desenvolvimento sustentável e a geração de renda aos agricultores.
Com isso, o agronegócio brasileiro começa a ser considerado uma peça importante no contexto global das mudanças climáticas para a diminuição dos impactos ambientais.
“Trata-se de uma citação importante para o Brasil, porque representa o reconhecimento do valor da pesquisa agropecuária em benefício do desenvolvimento nacional, que dá visibilidade à ciência agrícola brasileira como referência mundial”, disse Gustavo Mozzer, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que integra a equipe do Núcleo de Políticas Globais da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas, responsável pela coordenação do trabalho desenvolvido pelas Nações Unidas.
“É uma excelente notícia”, comemorou o diretor técnico da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Marcos Fava Neves.
“É o que sempre imaginei como hipótese principal. O dia que a questão ambiental sair da esfera política e entrar na matemática (nos números e indicadores de cada quesito ambiental), o mundo vai descobrir o que é o Brasil nesta área. Longe de ser pária, é solução. Que venha a matemática”.
Contribuições
O relatório da Convenção da ONU citou a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) como a responsável por contribuir com a segurança alimentar e o desenvolvimento socioeconômico. Já a agricultura de precisão e a tecnologia baseada em ciência ganharam destaque por elevar a produtividade e reduzir em 50% o preço dos alimentos.
A ONU ressaltou ainda que produtividade brasileira aumentou 386% e a área agrícola apenas 83%. Isso significa a preservação de 120 milhões de hectares de floresta.
“A chave para isso foi o investimento do Brasil em políticas públicas relevantes e tecnologia de base científica”, informou o relatório, que também destacou a promoção da agricultura baseada na intensificação sustentável, a inovação tecnológica, a adaptação às mudanças climáticas e a conservação dos recursos naturais.
Ainda de acordo com o documento, “o Brasil pretende continuar esses esforços e usar oportunidades de cooperação intercâmbio de conhecimento e apoio multilateral como estratégias-chave para alcançar o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar”.
Incorporação
Além disso, o resultado do trabalho desenvolvido pela ONU assegura que os elementos científicos e estratégicos para agricultura nacional e para a Embrapa sejam incorporados às negociações sobre agricultura no contexto das negociações internacionais sobre mudança do clima.
“Em alinhamento aos interesses nacionais, isso tem dado visibilidade e o devido reconhecimento aos fundamentos científicos que caracterizam a tecnologia agrícola tropical desenvolvida pela Embrapa e outras instituições parceiras”, afirmou Mozzer.
“Em consequência, caminhamos para um reconhecimento do potencial de sustentabilidade do produto agrícola nacional”.




