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O El Niño é responsável por causar diferentes impactos em cada região do Brasil. Os efeitos mais conhecidos são o aumento das chuvas na Região Sul e a ocorrência de secas severas nas Regiões Norte e Nordeste. Mas como o Sudeste, situado entre esses extremos, é afetado?
O principal efeito do El Niño na Região Sudeste está ligado ao aumento das temperaturas. Durante um evento de El Niño, a região Sudeste do Brasil tende a experimentar temperaturas mais altas do que o normal. Esse aumento da temperatura gera um consumo maior de energia elétrica para o resfriamento residencial e também nas indústrias. Então, apesar do preço da energia elétrica estar baixo e da bandeira tarifária verde, o consumo individual das pessoas e das empresas tende a ser maior, o que encarece o preço das contas de luz.
Além das temperaturas em geral serem mais altas, o risco para ondas de calor severas cresce durante episódios de El Niño. Vários dias consecutivos com temperaturas extremas trazem um risco extra para a infraestrutura dos serviços de energia. As redes de distribuição e as subestações de energia ficam mais expostas à ocorrência de curtos e de desgastes na rede, especialmente durante as horas mais quentes do dia, onde o pico do consumo acontece. O risco para interrupções no fornecimento de energia se agrava, aumentando a vulnerabilidade do sistema elétrico.
A disponibilidade de calor na atmosfera é um dos combustíveis para a formação de fortes tempestades. Por isso, as pancadas de chuva que acontecem durante a tarde, típicas do verão, ganham um ingrediente a mais em anos de El Niño.
As tempestades associadas à chuva forte, raios e ventos impactam de forma grave as grandes cidades. A chuva em excesso aumenta a ocorrência de alagamentos e de transbordamentos de rios, prejudicando a manutenção e reparo dos serviços de fornecimento de energia elétrica. Além disso, as fortes tempestades são capazes de derrubar torres de transmissão, causando a interrupção de energia em muitas regiões de uma só vez.
O regime de chuvas na Região Sudeste não apresenta uma correlação forte com episódios de El Niño. Ou seja, não dá pra dizer que vai chover mais ou menos que a média no Sudeste em um ano de El Niño estabelecido. Apesar disso, a característica da chuva é afetada pela ocorrência desse fenômeno. Em anos de El Niño, a frequência de dias muito nublados e chuvosos consecutivos diminui.
As chuvas acontecem principalmente em forma de tempestades isoladas, que ocorrem durante a tarde, duram poucas horas e trazem chuva forte. Essa chuva, acontecendo de forma irregular e em pontos isolados, dificulta a recuperação dos reservatórios de energia e de abastecimento da população.




