Mais lidas 🔥

Cenário para o agro
Inverno de 2026 terá El Niño forte, calor acima da média e exigirá atenção redobrada no campo

Empreendedorismo no café
Casal enfrenta desafios e consolida cafeteria em cidade sem tradição cafeeira

Recursos hídricos
Justiça derruba lei que isentava pequenos produtores da cobrança pelo uso da água no Espírito Santo

Fiscalização
Carga de café sem nota é apreendida em fiscalização

Sustentabilidade no campo
Abelhas sem ferrão ajudam produtor a reparar impactos do desmatamento

Mais um projeto foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e será conduzido pelo pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (incaper), Sebastião Antonio Gomes. O objetivo é avaliar o comportamento de materiais genéticos superiores de tangerinas destinadas ao consumo de frutas frescas, em diferentes porta-enxertos, que permitam o escalonamento da produção e a comercialização durante o ano.
O comportamento de cada variedade ou clone de citros está associado às condições edafoclimáticas (clima e solo) locais, que devem proporcionar às plantas, ambiente para que exerçam sua máxima capacidade genética, resultando nos melhores rendimentos econômicos. O Brasil detém atualmente mais da metade da produção mundial de suco de laranja e exporta 98% da produção. No entanto não possui tradição na produção de fruta para consumo in natura, com vasto mercado a ser explorado. A disponibilidade de materiais genéticos adaptados às condições de cultivo no Espírito Santo é uma das principais limitações ao desenvolvimento da cultura de citros de mesa.
O experimento será conduzido na Escola Família Agrícola de Olivânia (MEPES), localizada em Anchieta, em plantas com três anos de idade, plantadas no espaçamento de 6 x 5m. Serão avaliadas as características fenológicas das plantas e aquelas associadas à produtividade e a atributos de qualidade pós-colheita.
Benefícios
Entre os benefícios, o projeto vai contribuir para a melhoria da qualidade das frutas cítricas produzidas na região, ampliar a época de comercialização de frutas cítricas, a oferta do produto ao consumidor e a renda dos produtores, aumentar e diversificar os materiais genéticos nos pomares, avaliar a influência dos porta-enxertos na qualidade dos frutos, avaliar a possível ampliação do período de safra de tangerina para o mercado brasileiro e avaliar o tempo de duração das fases fenológicas das variedades estudadas.
“O projeto, composto por ações de desenvolvimento científico e tecnológico, apresenta aplicabilidade dos conhecimentos gerados e grande potencial para transformação da cadeia produtiva dos citros no Espírito Santo. A seleção de novas variedades de tangerinas permitirá, quando adotadas pelos agricultores familiares, atingir maiores patamares de sustentabilidade na agricultura capixaba, nos aspectos econômico, ambiental e social ”, explicou o pesquisador do Incaper, Sebastião Antonio Gomes.
O pesquisador reforça que o projeto permitirá acesso a mercados e épocas diferenciadas de comercialização, redução dos custos de produção, melhoria na produtividade e qualidade e agregação de renda à propriedade rural (aspecto econômico), refletido na geração de postos de trabalho, bem estar da família rural, do trabalhador, dos consumidores e circulação de mercadorias nos mercados locais (aspecto social), manejo ecológico de pragas e doenças e preservação do meio ambiente com a produção integrada de frutas, redução significativa do uso de agrotóxicos (aspecto ambiental).
“Outros aspectos a serem considerados são a inovação e melhoria tecnológica nos agroecossistemas dos pomares cítricos, diversificação com o propósito de alongar o período de colheita e tornar a oferta regular ao longo do ano, imprescindível para acesso e permanência nos principais mercados e a diversificação agrícola, como estratégia para reduzir riscos e vulnerabilidade da citricultura capixaba ”, ressaltou Sebastião.
Fonte:
Assessoria de Comunicação do Incaper





