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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou 2025 com 95% de cumprimento das metas estabelecidas no Planejamento Estratégico (PE) 2024-2027. O resultado evidencia o fortalecimento da governança institucional e a integração entre as áreas de fiscalização, licenciamento ambiental e gestão da biodiversidade, mesmo diante de um cenário climático e institucional de elevada complexidade.
Na área de Proteção Ambiental, o índice de eficácia chegou a 94%, com destaque para as ações em Terras Indígenas, que somaram 1.212 intervenções, número significativamente superior à meta de 611. As condições climáticas também favoreceram a ampliação das ações preventivas, permitindo que os planos de queima prescrita e controlada superassem a meta em mais de 130%.
O Licenciamento Ambiental Federal registrou alta produtividade ao emitir 850 licenças e autorizações, alcançando 97,75% das metas previstas. O índice de atendimento a acidentes ambientais em empreendimentos licenciados também avançou, passando de 73% em 2024 para 90% em 2025.
Na área de Qualidade Ambiental, o cumprimento das metas foi integral. Entre os principais resultados estão a reavaliação técnica de agrotóxicos como tiametoxam, metomil e tiodicarbe, além da implementação de novos controles para a importação de resíduos plásticos.
Já na conservação da biodiversidade e recuperação ambiental, o desempenho alcançou 87,5%, impulsionado pelos avanços da Plataforma Recooperar, que registrou 120.460 hectares de áreas cadastradas e qualificadas em 2025, acima da meta inicial de 80 mil hectares.
Para apresentar esses resultados, o Ibama também investiu no fortalecimento de sua estrutura institucional. Ao longo do ano, foram nomeados 460 novos servidores concursados e iniciada a migração de 68 sistemas para ambientes em nuvem, modernizando a infraestrutura tecnológica do Instituto. A execução orçamentária chegou a R$ 2,4 bilhões, contribuindo para o aprimoramento dos processos internos e o uso estratégico de dados territoriais.
Os resultados alcançados em 2025 já orientam a atualização das metas para os próximos ciclos de gestão, formalizada por meio da Portaria Ibama nº 7/2026, com foco em uma atuação cada vez mais preditiva e orientada por dados.




