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Famato: CPMF deve prejudicar mais agronegócio do que corte de recursos

por Redação Conexão Safra

em 17/09/2015 às 0h00

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Executivo afirma que a produção de milho é a que mais corre risco de ser prejudicada em longo prazo pela redução do recurso em Mato Grosso (Foto: José Medeiros/Ed. Globo)

Mais do que o corte dos recursos destinados à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve prejudicar muito mais a agricultura brasileira, disse nesta quarta-feira (16/9) o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Rui Prado. Na avaliação do dirigente, a volta do imposto deve pesar sobre os custos da produção de forma imediata, enquanto a política de garantia não faz parte das demandas de curto prazo do setor.

“”Um absurdo no anúncio do governo é a volta da CPMF. Este imposto onera a produção da agricultura do país, já que incide sobre todas as operações financeiras. O que o governo precisa é conter gastos e não aumentar impostos e este é o mais perverso de todos””, afirmou Prado.

Na segunda-feira (14/9), o governo anunciou cortes nas dotações orçamentárias para a PGPM que reduz de R$ 1,1 bilhão em recursos previstos para todas as operações de subvenção e deve destinar apenas R$ 600 milhões ao programa, que é a média dos últimos quatro anos. Prado avalia que, em virtude da valorização do dólar, que tem sustentado os preços domésticos dos produtos agropecuários, o setor não deve precisar dos recursos ao longo do atual ano-safra.


No entanto, ele pondera que a existência do programa é necessária para equalizar os preços tanto para produtores, quanto para compradores e que é também uma forma de compensar a falta de investimento em infraestrutura do país. “”Faltam rodovias, hidrovias, ferrovias e portos. A PGPM é também uma forma de amenizar custos da produção mais distante””, disse.

Para ele, a produção de milho é a que mais corre risco de ser prejudicada em longo prazo pela redução do recurso em Mato Grosso. “”Afinal, não sabemos em que nível o dólar deverá se manter no próximo ano””, disse. Se a moeda norte-americana perder força ante o real, a tendência é que os preços do grão negociados no mercado domestico sejam pressionados.

Fonte: Conteúdo Estadão

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