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O El Niño já está formado no Pacífico Equatorial e deve ganhar força nos próximos meses. O boletim mais recente do Climate Prediction Center, ligado à NOAA, divulgado nesta segunda-feira (6), informa que as condições do fenômeno estão presentes e que o sistema de alerta está em El Niño Advisory. Isso significa que o aquecimento das águas do Pacífico central e leste já vem acompanhado de mudanças atmosféricas compatíveis com o fenômeno.
A principal região usada para acompanhar o El Niño, chamada Niño 3.4, registrava anomalia semanal de 1,2°C acima da média. Outras áreas do Pacífico também estavam aquecidas. A região Niño 3 chegou a 1,5°C acima do normal, enquanto a Niño 1+2, mais próxima da costa da América do Sul, atingiu 2,7°C.
A tendência, segundo o boletim, é de fortalecimento até o inverno do Hemisfério Norte, período que corresponde ao fim de 2026 e início de 2027. A previsão probabilística do CPC aponta 63% de chance de um El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. É esse tipo de evento que costuma ser chamado, de forma mais popular, de “super El Niño”.
Na classificação apresentada pelo centro norte-americano, um El Niño muito forte ocorre quando o índice da região Niño 3.4 atinge ou supera 2°C acima da média. Portanto, caso a previsão se confirme, as águas superficiais dessa faixa do Pacífico equatorial estarão pelo menos 2°C mais quentes que o normal no auge do fenômeno.
O termo “super El Niño” não é a nomenclatura operacional principal usada pela NOAA. O boletim trabalha com a categoria “very strong El Niño”, ou El Niño muito forte. Na prática, a expressão popular ajuda a comunicar eventos de intensidade elevada, mas não significa que todos os impactos serão automaticamente extremos em todos os lugares. O próprio boletim ressalta que eventos mais fortes nem sempre provocam efeitos maiores, porque os impactos dependem também da região e do tipo de resposta da atmosfera.
Além da superfície do oceano, os sinais abaixo da superfície reforçam o cenário de fortalecimento. O documento mostra que as anomalias de calor no Pacífico equatorial, entre 0 e 300 metros de profundidade, estão acima da média e voltaram a aumentar desde o fim de maio. Esse acúmulo de calor no oceano costuma favorecer a manutenção e a intensificação do El Niño.
O acompanhamento nos próximos meses será decisivo para definir a intensidade final do evento e seus reflexos sobre chuva e temperatura. Por ora, a mensagem central do boletim é clara. O El Niño já está presente, deve persistir até o fim de 2026 e tem maior probabilidade de alcançar intensidade muito forte no trimestre entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.






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