Mais lidas 🔥

Relatório IMBR Agro
El Niño na safra 2026/2027: saiba como ficarão as chuvas em cada região e qual será o mês mais crítico

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Infraestrutura a serviço do agro
Complexo logístico com pista de pouso deve reunir mais de 20 empresas em Pinheiros

Previsão do tempo
Fim de semana traz alerta de ventos fortes em 11 cidades do Espírito Santo

Cultura, experiências e geração de negócios marcaram o ESTour – Salão Capixaba do Turismo, o maior evento de turismo do Espírito Santo, realizado no Aeroporto de Vitória. Voltada a expositores, parceiros e profissionais do trade turístico, a programação reúne iniciativas que evidenciam o potencial do estado como destino completo e competitivo.
A proposta do evento é destacar a diversidade de destinos, produtos e vivências que compõem o turismo capixaba, fortalecendo a conexão entre os diferentes atores do setor e ampliando oportunidades de promoção.
“Preparamos um espaço que evidencia a riqueza do nosso estado em várias esferas — e por que não compartilhar isso com quem vive aqui? Essa é uma forma de incentivar o turismo local, fortalecer a cultura e oferecer ao capixaba a oportunidade de vivenciar o melhor do Espírito Santo”, afirma Pedro Rigo, superintendente do Sebrae/ES.
Estratégia e posicionamento do destino
Além da promoção de experiências, o evento também tem papel estratégico no fortalecimento do turismo capixaba. No terceiro dia, foi apresentado o Plano Brasis, iniciativa desenvolvida em parceria entre Sebrae, Embratur e o governo do estado, com foco em reposicionar o Espírito Santo no mercado internacional, especialmente na Argentina.
A agenda reforça o alinhamento entre promoção turística e desenvolvimento econômico, ampliando a presença do estado em novos mercados e fortalecendo sua competitividade.
Negócios e geração de oportunidades
O ESTour também se consolida como espaço estratégico para geração de negócios e conexão entre agentes do setor. Para o executivo de vendas da CVC, Felipe Castro, um dos principais desafios ainda é ampliar a visibilidade do Espírito Santo entre agentes e consumidores.

Felipe Castro, executivo de vendas da CVC
Segundo ele, a participação no evento teve como objetivo aproximar profissionais de turismo de Minas Gerais do potencial do estado. “Trouxemos 16 agentes para conhecer de perto o destino e fomentar o Espírito Santo como opção de pacote turístico”, explica.
A experiência prática tem papel fundamental nesse processo. “Para vender, nada melhor do que conhecer cada detalhe do produto. Muitos ainda não conheciam, por exemplo, a região serrana. Isso abre espaço para criar roteiros que combinam montanha e praia, ampliando as possibilidades de oferta”, destaca.
Felipe Castro também ressalta que a imersão ajudou a mudar a percepção sobre o destino. “A segurança, a qualidade da estrutura, as praias e a experiência na cidade chamaram atenção de todo o grupo. Isso fortalece o Espírito Santo como produto turístico e amplia o potencial de vendas em curto prazo”, afirma.
Cultura e experiência imersiva encantam visitantes
Entre as vivências que chamaram a atenção durante o ESTour, a experiência da Casa Nostra se destacou ao transportar os participantes para o universo da imigração italiana no Espírito Santo. Inspirada em uma residência típica de Venda Nova do Imigrante, a atração reproduz ambientes como sala, cozinha e o tradicional quarto da “nona”, combinando cenografia detalhada, atuação e gastronomia.
A agente de viagens Carla Rimes aproveitou um momento livre na programação para participar da experiência e se surpreendeu com o nível de imersão. “O cenário é perfeito, parece de verdade. Você realmente se sente dentro de uma casa italiana”, relata.

Carla Rimes, agente de viagens
Além da ambientação, a atração inclui interação com atores e degustação de pratos típicos, como a polenta, reforçando a conexão com as tradições preservadas pelos descendentes de imigrantes no estado. “Eu não esperava que fosse tão completo. Tem atuação, tem história e ainda a comida, que estava muito saborosa”, destaca.
Isso também ampliou a percepção da profissional sobre o potencial turístico do Espírito Santo. Segundo Carla, o estado ainda é pouco associado a esse tipo de cultura. “Normalmente se fala muito do Sul do Brasil quando o assunto é imigração italiana. Isso abre uma nova possibilidade de venda que eu desconhecia. Vou passar a trabalhar o Espírito Santo também como destino para quem busca experiências culturais ligadas à imigração, especialmente pela culinária”, afirma.
Conteúdo e qualificação do setor
A programação da feira também contou com uma agenda intensa de conteúdo, com oito palestras simultâneas abordando estratégias de desenvolvimento turístico por nicho, como praia e mar, agroturismo, turismo rural, ecoturismo, natureza, cultura e patrimônio.
Os debates também exploraram oportunidades de promoção por regiões, incluindo Vitória, Vila Velha e Guarapari, além das montanhas capixabas, região do Caparaó e região dos imigrantes.
O Salão Capixaba de Turismo é uma realização da Cooptures, em correalização com o Sebrae/ES e a Secretaria de Estado do Turismo, com apoio do Contures e da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio-ES.




