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As obras de duplicação na rodovia federal BR-101, no trecho entre Alfredo Chaves e o município de Anchieta, devem estar concluídas até o final de 2022. Já no trecho que vai do último município até Iconha, a expectativa é para início das obras em 2023. A informação foi dada pelo diretor-superintendente da Eco101, Júlio César Amorim, durante reunião da Comissão Especial de Fiscalização da Concessão da BR-101 na última quarta-feira (6).
O diretor fez um relato das obras realizadas em 2021, tais como sistemas de instalações operacionais, serviços ao usuário, passarelas, sinalização, terraplanagem, duplicação, entre outras, de sul a norte. Quanto ao segmento norte da rodovia, a falta do licenciamento ambiental seria o motivo principal do atraso das obras, de acordo com a concessionária.
O dirigente da Eco101 foi chamado para prestar contas do andamento do cronograma de trabalho para 2022. A comissão é presidida pelo deputado Gandini (Cidadania). Ele explicou que a comissão tem cumprido o papel de informar a população sobre o andamento das obras e esta reunião extraordinária foi para atualizar tais informações prestadas pela Eco101 e pelo Ibama.
Quem paga
Segundo o superintendente, o contrato de concessão não permite reajuste da tarifa de pedágio quando há entrega das obras previstas em cronograma. Ele esclareceu que o usuário não é onerado pelo trecho não duplicado. Portanto, segundo Amorim, “o capixaba não paga pelos trechos não duplicados. O contrato de concessão prevê dispositivos automáticos que, na medida em que não entrego a conclusão, a minha tarefa não é recomposta. Estou há cinco anos sem ter aumento de tarifas”, afirmou.
Por outro lado, o superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Amarílio Luiz Boni, afirmou que tem feito reuniões periodicamente com a Eco101 para monitoramento dos índices de acidentes que acontecem principalmente nos trechos não duplicados no norte do estado. Acidentes com mortes que têm sido relatados pelos deputados que representam a região norte, como Freitas (PSB) e Marcos Garcia (PP).
Obras atrasadas
De acordo com a informação do superintendente, o trecho de Guarapari a Alfredo Chaves, de 22 km, está sendo duplicado e as obras devem ser concluídas até o final de 2022. A duplicação entre Viana e Guarapari (30km) já foi feita. E em 2023, devem ser iniciadas obras no trecho Anchieta-Iconha.
Quanto ao segmento norte da rodovia, Amorim informou que está em processo de licenciamento ambiental, incluindo a construção do contornos de Fundão e Ibiraçu. A análise considera que a região tem a Lagoa Juparanã, a Floresta Nacional de Goitacazes, a Reserva de Sooretama e o Aeroporto de Linhares. Já sobre as obras que vão da Serra até João Neiva, há uma “expectativa muito forte” de serem iniciadas.
Amorim defende a não duplicação do trecho na reserva de Sooretama, No trecho de Serra a João Neiva, já há uma licença prévia, o que quer dizer que do ponto de vista ambiental não há pendência, de acordo com o superintendente. Em abril, a Eco101 vai pedir a licença de instalação para o início das obras.
Participaram da reunião também o analista ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis do Estado do Espírito Santo (Ibama/ES), Marcos Bruno Ferreira, e o técnico de regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alexandre E. Silva.




