Mais lidas 🔥

Relatório IMBR Agro
El Niño na safra 2026/2027: saiba como ficarão as chuvas em cada região e qual será o mês mais crítico

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Infraestrutura a serviço do agro
Complexo logístico com pista de pouso deve reunir mais de 20 empresas em Pinheiros

Previsão do tempo
Fim de semana traz alerta de ventos fortes em 11 cidades do Espírito Santo

A Comissão de Cooperativismo conheceu, na reunião desta terça-feira (3), a agenda institucional do segmento para 2022, lançada semana passada em Brasília. Dos 44 temas que têm interface com os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, sete foram considerados prioritários, explicou o assessor de Relações Institucionais da OCB-ES, David Duarte Ribeiro.
Acompanhando pela assessora jurídica da entidade, Juliana Marques Linhares, Duarte listou e descreveu os eixos principais a serem trabalhados com urgência ao longo do ano. São eles: ato cooperativo, telecomunicações, crédito, crédito rural, recuperação judicial, seguros e licitações.
O assessor explicou que esses assuntos têm apelo macro, ou seja, são trabalhados no nível federal, mas isso não inviabiliza, ponderou, que as pautas sejam repercutidas e fortalecidas no estados e municípios com atuação junto à bancada federal e deputados estaduais.
Uma das atuações da OCB-ES, lembrou o palestrante, é no sentido de monitorar e acompanhar as necessidade do setor. “Se nós não fizermos um trabalho sólido, muito forte e muito ativo junto ao Legislativo, Executivo e Judiciário, qualquer canetada pode ser fatal”, analisou. Ele citou projetos de lei que recebem atenção da OCB no Espírito Santo, como a criação da Lei do Cooperativismo nos municípios e a atualização da lei estadual do setor.
A assessora jurídica Juliana Marques destacou que o avanço das pautas reivindicadas pelo setor traz impactos positivos na sociedade, pois estão atrelados a esse modelo de funcionamento societário princípios de sustentabilidade, geração de emprego e renda. “Quando estamos lutando pelo cooperativismo”, frisou ela, “a gente está lutando por uma sociedade melhor”, disse.
Gargalo
Na opinião do deputado Pastor Marcos Mansur (PSDB), a pauta prioritária sobre licitações, uma das sete previstas na agenda institucional, pode ajudar as cooperativas a encontrarem uma solução para um “grande gargalo” existente no Espírito Santo e outros estados.
Segundo o presidente do colegiado, além de encontrarem obstáculos previstos em editais, cooperativas capixabas são frequentemente proibidas de participarem de processos licitatórios com o poder público, notadamente prefeituras. Para o parlamentar, uma legislação federal robusta pode resolver a questão.
O trabalho transparente e “sem jeitinho” das cooperativas foi considerado por ele como os fatores que acabam as afastando das licitações. “Às vezes nos municípios as cooperativas enfrentam essas dificuldades porque o município tem compromisso com ‘a’, com ‘b’, com ‘c’, tem compromisso lá da campanha”, desabafou.
A 16ª agenda institucional das cooperativas (Agendacoop) foi apresentada no dia 27 de abril durante evento na capital federal pela direção nacional do sistema OCB e contou a presença de autoridades federais.
Veja os principais eixos da agenda – a maioria das pautas está relacionada a projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, mas inclui também reuniões do sistema OCB junto a pastas do Executivo federal e participação em ações judiciais:
- Ato Cooperativo: prevê tratamento tributário diferenciado para cooperados e cooperativas. Esse assunto precisa passar por regulamentação legal e pode ser inserido no bojo da Reforma Tributária proposta pelo governo federal – Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019.
- Telecomunicações: a demanda sugere a entrada das cooperativas na prestação de serviços de telecomunicações, como o fornecimento de internet banda larga em localidades mais afastadas;
- Crédito: pauta que visa atualizar o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (Lei Complementar 130/2009), permitindo que as cooperativas de crédito possam ofertar novos produtos e serviços;
- Crédito Rural: diante da escassez de recursos e dificuldades da obtenção da verba, aliada à alta nos juros, os cooperados pedem para o Plano Safra 2022/2023 ampliação das modalidades de acesso ao crédito, como o funding – modalidade de captação de recursos de investimento no mercado
- Recuperação judicial: a adoção do processo de recuperação judicial e extrajudicial, nos moldes do trabalho cooperativo, é o objetivo dessa pauta;
- Seguros: o segmento defende um marco legal para a atuação das cooperativas no mercadão de seguros, que movimenta trilhões de dólares mundo afora;
- Licitações: ações de apoio a cooperativas que desejam contratar com o setor público.




