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O Conselho Nacional do Café (CNC) se manifestou nesta segunda-feira (23) sobre a recente divulgação de casos de trabalhadores encontrados em condições degradantes em lavouras cafeeiras brasileiras. A entidade, que representa o setor produtivo do café no país, reconheceu os episódios, mas reforçou o empenho do setor e das autoridades competentes no combate a práticas inaceitáveis como essas.
De acordo com dados divulgados, até o momento — com cerca de 35% da safra 2025 colhida — foram identificados 66 trabalhadores em situação degradante no campo, graças ao trabalho contínuo dos auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os casos, segundo o CNC, foram prontamente atendidos pelas equipes de fiscalização, com o resgate imediato das vítimas e o encaminhamento dos responsáveis às penalidades previstas na legislação.
A entidade destacou que o número, embora alarmante, deve ser considerado dentro da dimensão da produção cafeeira brasileira, que se estende por 17 estados e 1.983 municípios. Ainda assim, o CNC afirmou que a ocorrência de qualquer caso do tipo é inaceitável, e compromete-se a continuar promovendo a conscientização entre produtores, cooperativas e associações sobre a responsabilidade social no campo.
Em nota, o CNC reiterou seu compromisso com a produção de um café socialmente justo, reafirmando o apoio a ações educativas e preventivas, e alertando para os riscos que episódios como esse representam à imagem do Brasil no mercado internacional. A entidade prometeu seguir firme na orientação aos produtores, reforçando que a transparência e a ética são pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura brasileira.




