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A região do Caparaó capixaba será o cenário da abertura oficial da colheita do café arábica no Espírito Santo. O evento acontece na terça-feira (26), no Sítio Toinzé, em Iúna, e reunirá produtores rurais, pesquisadores, extensionistas, lideranças do setor e autoridades para marcar o início da safra 2026. A realização é da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e da Prefeitura de Iúna.
A programação contará com palestras sobre a importância da irrigação para a sustentabilidade da cafeicultura e sobre as ações do Projeto Cafeicultura Sustentável, iniciativa que promove a adoção de boas práticas ambientais, sociais e produtivas nas propriedades cafeeiras capixabas.
A cerimônia será encerrada com uma colheita simbólica, que contará com a participação das autoridades presentes, marcando oficialmente o início da safra 2026.
Perspectivas positivas para a safra 2026
A safra 2026 de café arábica traz perspectivas positivas para os produtores capixabas. De acordo com o segundo levantamento da safra brasileira de café, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Espírito Santo deve colher 4,4 milhões de sacas de café arábica em 2026, crescimento de 34% em relação à safra anterior.
O resultado é impulsionado pelo ciclo de alta bienalidade das lavouras, característica natural da cultura que alterna anos de maior e menor produtividade. A expectativa é de maior movimentação econômica nos municípios produtores, impulsionando atividades ligadas à colheita, beneficiamento e comercialização do café.
Com mais de 26 mil propriedades cultivando café arábica, o Espírito Santo ocupa a terceira posição entre os maiores produtores da espécie no Brasil. Concentrada principalmente nas regiões de montanha, essa atividade é uma das principais bases da agricultura familiar capixaba e tem se destacado pela qualidade dos grãos produzidos.
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou que a abertura da colheita simboliza a força da cafeicultura de montanha e o protagonismo do Espírito Santo na produção de cafés de qualidade.
“A cafeicultura arábica tem grande importância econômica e social para as regiões de montanha do Espírito Santo, especialmente para a agricultura familiar. A expectativa de crescimento da safra 2026 demonstra a capacidade produtiva dos nossos cafeicultores e o avanço das práticas sustentáveis, da tecnologia e do manejo eficiente nas propriedades rurais. A abertura da colheita é também um momento de valorização do trabalho dos produtores que contribuem diariamente para fortalecer a qualidade e a competitividade do café capixaba”, afirmou o secretário.
Para o diretor-geral do Incaper, André Barros, a abertura da colheita representa um momento de valorização dos produtores e de fortalecimento da cafeicultura capixaba.
“A expectativa de uma safra expressiva reflete o ciclo de alta bienalidade das lavouras de café arábica, mas também evidencia a capacidade dos produtores capixabas de aproveitar esse potencial produtivo por meio de investimentos em manejo, tecnologia e sustentabilidade. A abertura da colheita é uma oportunidade para valorizar esse trabalho e discutir temas estratégicos, como o uso eficiente da água e a adoção de práticas que garantam a competitividade da cafeicultura nas regiões de montanha”, destaca o diretor-geral do Incaper, André Barros.
Abertura da Colheita do Café Arábica no Espírito Santo – Safra 2026
26/05 (terça-feira)
8h30 às 11h30
Sítio Toinzé – Iúna (ES)
Programação
8h30 – Recepção e café da manhã
9h – Importância da Irrigação para a Sustentabilidade da Cafeicultura
Matheus Fonseca de Souza – extensionista do Incaper
9h30 – Projeto Cafeicultura Sustentável
Maxwell Assis de Souza – extensionista do Incaper
10h – Fala das autoridades
11h – Colheita simbólica
11h30 – Almoço




