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O ano de 2025 marcou uma virada importante: nunca o público esteve tão atento aos conteúdos que tratam das pessoas por trás do agronegócio. O site e as redes sociais alcançaram recordes históricos de audiência, impulsionados, principalmente, por duas reportagens que extrapolaram a esfera produtiva e tocaram questões profundas do campo: sucessão familiar e saúde mental.
Esses temas não apenas mobilizaram leitores, como também se consolidaram como pilares da agenda editorial para 2026. Ambas as matérias foram capas de edições recentes: a edição 61, dedicada à sucessão familiar, conquistou o primeiro lugar na categoria Texto do Prêmio de Jornalismo Cooperativista 2025; já a edição 62, sobre saúde mental, abriu espaço para um debate urgente sobre bem-estar, rotina rural e vulnerabilidades que atravessam o cotidiano das famílias agricultoras.

“O agronegócio não se resume ao ato de plantar, aos dados ou à produtividade. Há temas que dizem respeito a todas as pessoas, em qualquer lugar, porque são inerentes à própria condição humana. No campo, esses desafios se intensificam. Pesam a pressão climática, o uso inadequado de defensivos, a falta de equipamentos de proteção, o isolamento, a ausência de um trabalho estruturado de sucessão e a dificuldade de reconhecer o campo como um espaço de futuro, não apenas como ponto de partida para que os filhos sigam rumo às cidades”, afirma Kátia Quedevez, editora da revista Conexão Safra e do Anuário do Agronegócio Capixaba.
Esse olhar ampliado também encontra eco em movimentos concretos de mudança. Empresas, escolas, universidades e cooperativas vêm implementando iniciativas que transformam a realidade de jovens rurais, criando oportunidades de formação, renda e permanência qualificada no campo. É um processo diretamente ligado à sucessão familiar e ao fortalecimento das comunidades, um dos maiores desafios estruturais do agro brasileiro.
Mas o avanço dessa agenda social exige outro cuidado essencial: a saúde mental do produtor e de seus filhos. Questões como ansiedade e depressão atravessam todos os espaços, mas ganham contornos mais complexos no meio rural, onde isolamento geográfico, pressões climáticas e incertezas de mercado intensificam vulnerabilidades.
Com a repercussão das reportagens e a resposta massiva do público, fica claro que o agro quer, e precisa, falar sobre gente. Em 2026, portanto, a sucessão familiar e a saúde mental estarão novamente no centro das histórias, ajudando a construir um retrato mais completo do campo: produtivo, sim, mas também humano, diverso e em transformação contínua.






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