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A força produtiva do agro capixaba depende cada vez mais de infraestrutura e logística. Em um estado marcado por pequenas propriedades, produção diversificada, frutas, café, hortaliças, leite, ovos, pimenta-do-reino, gengibre e produtos perecíveis, a estrada rural deixou de ser apenas acesso. Ela virou parte da competitividade.
O Programa Caminhos do Campo é uma das principais iniciativas nessa área. Desenvolvido pela Seag, o programa tem como objetivo adequar e revestir estradas rurais e municipais, com prioridade para áreas de maior concentração da agricultura familiar. A proposta é melhorar o escoamento da produção e reduzir custos e perdas, especialmente em cadeias de produtos perecíveis.
Em 2025, o Caminhos do Campo executou 25 obras, com revitalização de 288,75 quilômetros de estradas rurais e atendimento direto a 30 municípios capixabas. O investimento informado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo (Seag) foi de R$ 218,45 milhões, reforçando a infraestrutura como uma frente de desenvolvimento do interior.
A logística rural tem impacto direto no produtor. Estradas em melhores condições reduzem o tempo de deslocamento, diminuem perdas no transporte, facilitam o acesso de caminhões, melhoram a chegada de insumos e ampliam a conexão entre propriedades, cooperativas, agroindústrias, centrais de distribuição e portos.
O tema também se conecta ao turismo rural e à qualidade de vida. O Programa de Calçamento Rural, segundo a secretaria, tem foco na melhoria da infraestrutura, no escoamento da produção, no deslocamento de moradores e no fortalecimento de atividades como o agroturismo. A redução de perdas de produtos perecíveis e a melhoria da circulação no interior aparecem como efeitos diretos da política.
Para o Espírito Santo, investir em logística rural é mais do que abrir caminho para a produção. É criar condições para que a diversidade agrícola do estado chegue ao mercado com mais qualidade, menor custo e maior regularidade.





