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O agricultor José Luiz Pedrote – do assentamento Luiz Taliuly Neto, localizado no município de Guaçuí, na região Sul do Espírito Santo – produz em seu lote leitões que comercializa na região. A dedicação e o gosto pelo trabalho o transformaram em um produtor de sucesso, com bons resultados alcançados recentemente.
A criação da área de reforma agrária, em 1998, coincide com a homologação do beneficiário no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). No início do assentamento, ele contava com apenas uma porca parida e, hoje, tem quase 60 animais na pocilga. De lá para cá, conforme as vendas foram sendo ampliadas, conseguiu elevar o número de matrizes e expandir também a quantidade de leitões comercializados.
O plantel possui dois reprodutores, 13 matrizes, oito porcos em regime de engorda e 33 leitões. No lote, ele produz milho e feijão para consumo próprio e trato dos animais, criando ainda galinhas (algumas d’angola) destinadas ao consumo da família e à venda de ovos (excedente). Em 2020, de oito matrizes – cada uma, em média, com duas gestações anuais e 10 filhotes por cria – nasceram na parcela aproximadamente 150 leitões. Sendo comercializados unitariamente, ao preço médio de R$ 150, agregou-se cerca de R$ 22,5 mil à renda familiar. Em 2021, considerando a média de 10 matrizes em gestação, esse número deve chegar a 160 leitões e uma renda anual superior a R$ 24 mil.
Para alcançar a situação atual, além de muito empenho, o assentado – que trabalha com suinocultura desde os 13 anos de idade – contou com os créditos destinados pelo governo federal à agricultura familiar em áreas da reforma agrária. Em 1998, ele recebeu recursos do Crédito Instalação, na modalidade Apoio Inicial, no valor de R$ 1,4 mil, e Habitacional, para a construção de sua residência, à época no valor de R$ 2,5 mil. No ano seguinte, foram repassados recursos referentes ao Programa de Crédito Especial para Reforma Agrária (Procera), modalidade Custeio (no valor de R$ 1,3 mil), além de R$ 8,2 mil do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para execução de projetos de desenvolvimento produtivo. Em 2007, foram destinados ao agricultor familiar R$ 5 mil do Reforma Habitacional.
Sobre o resultado de seu trabalho, Pedrote diz: “Estou satisfeito demais com a minha propriedade. Gosto porque me acostumei por aqui, o lote tem muita água e isso é essencial para quem lida com animais”, defende o agricultor.
“Esse é um exemplo típico de recompensa ao esforço dos agricultores familiares que cumprem o seu papel de beneficiários da reforma agrária ao buscarem o constante desenvolvimento de seus lotes”, considera o superintendente regional do Incra/ES, Fabricio Fardin.




