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Este ano, o fenômeno El Niño deve começar a se formar entre o fim do outono e o início do inverno, com aquecimento do Pacífico já a partir de março e potencial para alcançar intensidade moderada a forte, segundo análise do meteorologista Vinícius Lucyrio, em entrevista ao Climatempo. As projeções mais recentes da NOAA indicam que o evento pode seguir trajetória semelhante à de 2023, com início acelerado e impactos relevantes sobre o regime de chuvas, ondas de calor e a dinâmica climática em diferentes regiões do Brasil ao longo de 2026. Confira a entrevista completa:
Quando o novo El Niño deve se formar? A intensidade do fenômeno pode ser comparada com algum evento recente?
O El Niño de 2026 deve se desenvolver entre o final do outono e o início do inverno, com aquecimento do Pacífico já a partir de março. A expectativa é de um evento, no mínimo, moderado a forte, com início acelerado e semelhanças com o El Niño de 2023. As projeções mais recentes da NOAA indicam maior probabilidade de um El Niño moderado ou mais intenso do que de um evento forte entre agosto e outubro. O pico costuma ocorrer entre novembro e janeiro.
Quais são os efeitos no atual período chuvoso do Sudeste e do Centro-Oeste?
O aquecimento prévio no Pacífico Equatorial, especialmente nas regiões Niño 1+2 e Niño 3, pode estender o período chuvoso no Sudeste e no Centro-Oeste até meados ou final de abril.
Como o El Niño influencia o período frio no Brasil?
No início do período frio, ainda são esperadas incursões de ar frio mais frequentes e abrangentes. Essa chance diminui gradualmente a partir de julho, à medida que o El Niño se consolida e ocorre o acoplamento entre oceano e atmosfera. Com isso, o final do inverno e a primavera de 2026 tendem a registrar extremos de calor e tempo seco, com ondas de calor grandes, frequentes, longas e intensas em grande parte do interior do país, em padrão semelhante ao observado em 2023.
Quais impactos são esperados para o Sul do Brasil?
O Sul tende a ficar mais tempestuoso e nublado já no inverno. Na primavera, aumenta expressivamente o risco de chuvas mais abrangentes, enchentes, temporais intensos e a ocorrência de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs). Parte dessa instabilidade também pode alcançar Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O que muda no nível dos rios da Amazônia?
Na Amazônia, a cheia dos rios em 2026 deve ser maior do que a de 2025, seguida por uma vazante mais acentuada. Ainda não é possível afirmar se haverá impacto direto na navegabilidade, mas há indicação de longos e intensos períodos de calor e tempo seco na região.
Como o El Niño 2026 pode afetar o próximo período úmido?
O início do próximo período úmido pode ser enganoso em algumas áreas. São possíveis pancadas de chuva atípicas entre agosto e setembro no Brasil Central, sudeste do Pará, Minas Gerais, São Paulo e interior do Nordeste. No entanto, essas chuvas não indicam retorno da regularidade. O começo da estação chuvosa tende a ser irregular e insuficiente para repor a umidade do solo e dos reservatórios, o que pode gerar problemas de abastecimento, geração de energia hidrelétrica e implantação de algumas culturas agrícolas.





