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A produção de café do Brasil em 2020 foi estimada nesta terça-feira em 57,3 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 0,7% em relação à previsão do mês anterior, afirmou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou uma menor safra do grão robusta no Espírito Santo.
A safra do maior produtor e exportador global, contudo, crescerá 14,7% na comparação com o ano anterior, quando a variedade do arábica teve seu ano de baixa produtividade, disse o IBGE em relatório.
Para o café arábica, a produção foi estimada em 42,5 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior e de 23% frente ao ano passado.
Em Minas Gerais, principal produtor brasileiro, que deve responder por 74,1% da produção em 2020, a estimativa da produção é de 31,5 milhões de sacas de 60 kg, alta de 27,4%.
Para o café robusta, também conhecido como conilon, a estimativa da produção nacional ficou em 14,8 milhões de sacas, declínio de 3,9% em relação ao mês anterior e de 4% frente a 2019.
A produção capixaba, que representa 67,4% do total nacional, encontra-se 5,7% menor, em decorrência do declínio de 6% no rendimento médio. As estimativas do IBGE em outros produtores importantes, como Rondônia e Bahia, não sofreram alterações.
A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), no Espírito Santo, prevê uma quebra de até 30% na safra capixaba de conilon em relação ao ano anterior, além de também projetar queda na safra da Bahia, onde também possui cooperados.
“Para o Espírito Santo, a quebra está superando nossa expectativa… Com a colheita sendo efetivada, estamos calculando que a quebra seja de 28 a 30% ”, disse em nota divulgada nesta terça-feira o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello.
A cooperativa vê a queda de produção no Estado nordestino entre 5% e 10%, uma vez que a safra já havia recuado no anterior por causa da estiagem.
A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) divulga sua projeção para a safra de café do Brasil em 18 de junho.




