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“Normalmente, o capital do Funcafé é liberado entre julho e agosto a cada ano, período em que os produtores estão na reta final ou já finalizaram a colheita. Neste ano de exceção, devido à pandemia do novo coronavírus, realizamos esforços para antecipar a liberação, o que, ao ser confirmado, permitirá que os cafeicultores honrem seus pagamentos semanais aos trabalhadores da ‘panha’, assim não terão que vender seu café no auge da colheita, quando geralmente os preços tendem a estar aviltados ”, explica.
“O volume recorde de recursos do Fundo sinaliza para o mundo e ao mercado consumidor que o Brasil é o único país que pode bancar de 10 milhões a 13 milhões de sacas com estocagem. Além disso, entre 30% e 35% dos cafés da safra atual já foram comercializados antecipadamente, com os produtores aproveitando os bons momentos de preços que se apresentaram. Isso significa que temos estrutura para armazenamento, temos recursos e não precisaremos vender de imediato, o que não nos torna reféns do mercado especulativo ”, analisa.
“Além de uma estimativa oficial correta para nossa safra, contamos com recursos substantivos para garantir que esse café seja, em grande parte, internalizado, já que consumimos 21 milhões de sacas no Brasil. Aliado a isso, temos o recurso que possibilita a estocagem de 10 a 13 milhões de sacas, então o mercado exportador trabalhará com muita tranquilidade, não gerando excesso de oferta e, consequentemente, não aviltando os preços aos cafeicultores ”, finaliza.




