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As cotações da tilápia registraram queda em junho em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. O recuo ocorreu em um cenário de mercado lento, com demanda enfraquecida e ritmo reduzido de negociações.
De acordo com o Centro de Pesquisas, em algumas regiões, quedas nos preços não eram observadas desde agosto de 2025. Colaboradores consultados pelo Cepea apontam que a pressão veio principalmente do baixo interesse comprador, mesmo sem aumento expressivo na oferta de peixes.
A demanda fragilizada acabou limitando os negócios e pressionando os valores pagos pela tilápia. Apesar da retração nos preços, o poder de compra do produtor foi favorecido em junho, conforme avaliação do Cepea.
No comércio externo, o desempenho foi positivo. O volume e a receita das exportações de tilápia e de produtos secundários alcançaram, em junho, os maiores patamares de 2026.
A alta nos embarques pode estar relacionada à tentativa de produtores de antecipar envios antes da aplicação de taxações pelos Estados Unidos. O movimento também coincidiu com a baixa demanda no mercado interno e com o dólar em patamar mais elevado, fatores que podem ter favorecido as vendas externas.





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