Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

Investigação
Operação prende suspeitos de fraude na comercialização de café no sul do ES

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau

Mercado do boi
Preço do boi gordo convergem entre estados produtores

Mulheres e sucessão familiar são temas importantes e significativos no agro capixaba. As mulheres estão inseridas e transformando diferentes segmentos e setores do agronegócio já os jovens buscam conhecimento para dar continuidade ao trabalho no campo. E para abordar os temas, a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) realizou, nesta quinta-feira (10), mais uma oficina do Pedeag 4. O encontro foi realizado no SebraeLab, em Vitória.
No Espírito Santo, a atuação feminina é mais forte nas atividades de produção das lavouras permanentes, que concentra 57% das mulheres, seguido pela produção da pecuária e criação de animais (24%), produção de lavouras temporárias (9%), horticultura e floricultura (8%) e produção florestal (1%), mas também há mulheres nas atividades de aquicultura e pesca, e na produção de sementes e mudas certificadas.
“As mulheres se destacam em diferentes setores da agropecuária e atuam como protagonistas nas áreas econômica, social, ambiental e política, favorecendo o avanço do setor e estimulando a sucessão familiar. Vamos continuar investindo em políticas públicas que oportunizam o desenvolvimento de importantes programas e projetos, estimulando o empreendedorismo e a geração de emprego e renda no campo”, comentou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Em análise individual dos dados, segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2006 o número de estabelecimentos rurais liderados por mulheres no Espírito Santo era de 8.590, em 2017, passou a ser de 14.661, uma variação de 71%, índice superior à média nacional, que foi de 44%. Já a proporção entre homens e mulheres na gestão das propriedades rurais cresceu 40%.
A gerente de programas e projetos sustentáveis da Seag, Patrícia Ferraz, abordou sobre a situação das mulheres no campo e na pesca no Espírito Santo. “Esses projetos desenvolvidos com as mulheres são mais uma oportunidade geração de renda, de permanecer no campo, as aproxima das tecnologias de produção, da assistência técnica e isso é essencial para dinamização do desenvolvimento rural”, pontuou.
O subsecretário da Agricultura Familiar da Seag, Rogério Favoretti, ressaltou a importância da discussão do tema ‘Sucessão familiar’. “É necessário um outro olhar para juventude rural, se antes, houve um esvaziamento do campo onde os jovens deixavam o campo para buscar oportunidades na cidade, hoje, com o estudo específico, lazer, internet e tecnologias no campo, esse jovem permanece com qualidade de vida e também retorna ao campo para empreender”, disse.
Mulheres no Campo
O Governo do Estado, por meio da Seag, realiza importantes investimentos para o desenvolvimento rural e econômico das mulheres do campo. Por meio do projeto “Elas no Campo e na Pesca – Empreendedorismo, Liderança e Autonomia”, desenvolvido pela Seag em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), entre 2019 e 2022, 5.128 mulheres foram atendidas, em todo o Estado, com cursos, oficinas, dias de campo, eventos e consultorias. O projeto tem como objetivo promover a visibilidade, a valorização do trabalho feminino e a autonomia econômica e financeira das mulheres agricultoras e pescadoras capixabas, por meio da assistência técnica, do acesso ao crédito e políticas públicas.
A Secretaria da Agricultura criou ainda uma linha específica de financiamento de projetos para grupos de mulheres, dentro do edital do Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar (Funsaf), contemplando quatro grupos em 2021, além de mais seis projetos financiados a partir de outras fontes de recursos da Seag, totalizando mais de R$ 437 mil investidos. Para o ano de 2023, outros cinco projetos foram aprovados, sendo um deles para mulheres assentadas. Os investimentos ultrapassam R$ 927 mil.
Outros projetos importantes são financiados pela Seag, executados pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e operacionalizados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), totalizando mais de R$ 2,8 milhões em investimentos.
Conheça os projetos:
“Elas podem nas criações de abelhas”
O projeto tem como objetivo apoiar e dinamizar o acesso das mulheres nas criações de abelhas sem ferrão e africanizadas e suas cadeias produtivas, na região do Rio Doce.
“Mulheres do Cacau”
O projeto é desenvolvido nos municípios de Linhares, Rio Bananal, Colatina, São Roque do Canaã e Santa Teresa e busca a igualdade de gênero na produção de cacau, aproximando as mulheres das tecnologias de produção e processamento e garantindo-lhes assistência técnica de qualidade.
“Cadernetas agroecológicas”
Atende a grupos de mulheres nos municípios de Anchieta, Boa Esperança, Itapemirim, Laranja da Terra e São Roque do Canaã e, entre as mulheres envolvidas, estão também pescadoras, indígenas e quilombolas.
“Produção de cultivares de morangueiro em sistema semi-hidropônico”
O projeto tem como objetivo recomendar cultivares de morango, por meio de estudos da adaptabilidade e estabilidade no sistema semi-hidropônico, sem agrotóxico, além de fomentar a qualidade, conservação e processamento dos frutos para atender e capacitar as agricultoras de base familiar nos municípios de Colatina, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Guaçuí, Santa Maria de Jetibá e Venda Nova do Imigrante.




