Mais lidas 🔥

Alimentação saudável
O poder do abacate: por que ele é destaque na alimentação saudável

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 04 de maio

Crédito rural
Comitê aprova distribuição bilionária do Funcafé; veja detalhes

Irregular
Fiscalização intercepta transporte de café sem documento fiscal no Norte do ES

Previsão do tempo
Agência dos Estados Unidos já prevê possibilidade de El Niño forte em 2026

“O setor produtivo é o protagonista na transformação da matriz energética do Brasil e do mundo. Ele também é fundamental para que políticas públicas importantes como esta consigam ganhar escala.” É o que apontou o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, durante evento com o setor produtivo, realizado na Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), nesta quarta-feira (28).
Para ele, uma política pública relevante só ganha escala se o setor produtivo for um aliado. “Não vamos criar uma economia verde simplesmente multando o setor privado. Vamos dar escala para ela, por exemplo, via fundo do clima, que tem juros menores e já direcionamos ele para [iniciativas voltadas a] biometano e hidrogênio verde, e vamos direcionar ele também para todos os outros projetos que estejam na linha de descarbonizar a nossa economia”, declarou o ministro.
Joaquim Leite também destacou a importância da atuação conjunta do poder público com o setor produtivo no processo de descarbonização das empresas nacionais.
“Nos saímos de uma política de multar e culpar o setor privado para junto com ele incentivar, inovar e criar uma nova economia verde e neutra em emissões até 2050. Nós buscamos achar soluções climáticas lucrativas. Ela tem que dar lucro para o empreendedor, para as pessoas e para a natureza”, afirmou.
Ainda de acordo com o ministro, a transformação da matriz energética para o uso de fontes renováveis precisa de uma indústria forte. “Só assim será possível transformar, por exemplo, aterro sanitário em biometano para o abastecimento de veículos pesados.”
Durante o encontro, a presidente da Findes, Cris Samorini, lembrou que anular a emissão de gás carbônico adotando o uso de energias renováveis tornará o país mais competitivo no mercado global.
“Nós acreditamos que a indústria capixaba e a brasileira têm um potencial enorme para ser protagonista no uso eficiente de recursos naturais renováveis, sempre atenta e visando à inserção na economia de baixo carbono e aumentando a participação nas cadeias globais de valor, com mais produtividade, eficiência e geração de emprego e renda”, expôs.
Cris ainda enfatizou as iniciativas da Findes sobre o tema. Entre elas citou: a elaboração da Rota Estratégica da Energia, conduzida pelo Observatório da Indústria; a participação ativa na construção do Plano de Descarbonização do Estado do Espírito Santo; o lançamento do Atlas Eólico Onshore e Offshore, realizado na Findes; e o mapeamento das emissões de Gases de Efeito Estufa do setor industrial e das principais estratégias projetos de descarbonização que está sendo realizado.
“Temos uma equipe dedicada a acompanhar de perto essa agenda. Contamos com as nossas Câmaras e Conselhos, que têm papel importantíssimo nesse processo. Por isso, aproveito para destacar o trabalho que vem sendo feito pelo Conselho de Meio Ambiente (Coemas).”
Segundo a presidente, tudo isso é uma construção coletiva dos diversos atores da Federação e também realizada de forma conjunta com a iniciativa pública. “Entendemos que juntos podemos encontrar a melhor forma de sermos produtivos e sustentáveis”, disse.
A presidente da Findes destacou que indústrias que atuam no Estado já têm um olhar voltado para práticas ambientais sustentáveis e que, por meio de pesquisa e inovação, têm conseguido investir em programas e ações que contribuem para a competitividade dos negócios e para o meio ambiente.
Durante sua fala, Cris citou alguns exemplos, como: a planta de dessalinização da ArcelorMittal Tubarão, a produção de briquete verde pela Vale e a redução da emissão de carbono da Suzano.




