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Plantio de pimenta-do-reino em tutores vivos é tema de excursão em Jaguaré

por Redação Conexão Safra

em 13/04/2016 às 0h00

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Cerca de 30 produtores rurais da comunidade de São José do Campo Real, beneficiários da Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER Sustentabilidade), participaram de uma excursão ao município de Jaguaré, para conhecer propriedades que estão fazendo o plantio da pimenta do reino em tutores vivos de Neem Indiano (Azadirachta indica A. Juss), em português Nim.

O evento em questão foi uma parceria da instituição com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e com o apoio da Prefeitura Municipal de Nova Venécia.

Participaram da excursão os profissionais do Escritório Local do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) de Nova Venécia, o Engenheiro Agrônomo, Felipe Gonzaga Maia, o técnico agrícola José Elias Gava e a Engenheira Agrônoma do escritório local de Jaguaré, Arieli Altoé.

O município de Nova Venécia vem observando uma expansão elevada em suas áreas de plantio de pimenta do reino em decorrência do elevado preço da cultura no mercado e na busca dos agricultores em diversificar a sua produção agropecuária. Certas regiões do município são tradicionais no cultivo da iguaria e outras regiões estão começando a pouco tempo a realizar novos plantios.

“O objetivo do Incaper nessas visitas é fomentar com informações relevantes esses agricultores, para que eles possam fazer a escolha da melhor maneira, adequando o sistema a sua realidade ”, explicou Felipe Maia.

Durante a excursão foi apresentada uma alternativa ao uso do tutor tradicional feito com eucalipto, o tutor Nim Indiano. Com significativa redução no custo de implantação, esta forma fornece com o manejo adequado, um leve sombreamento para a cultura, mitigando o estresse pelo excesso de temperatura, podendo reduzir de forma efetiva a evapotranspiração e perda de água pela planta, quando comparado ao sistema tradicional a pleno sol com estacas de eucalipto tratado.

Foi ressaltada a importância da sanidade das mudas e da responsabilidade de se adquirir as de viveiros credenciados para novos plantios. “Com a expansão da cultura, casos de plantios mal sucedidos, pela aquisição de mudas improprias, mal formadas ou contaminadas por patógenos vem comprometendo e desanimando uma parcela dos agricultores interessados em ingressar no plantio da pimenta do reino ”, lembrou Arieli Altoé.

O extensionista Felipe Maia, ressalvou que encontros como estes são uma forma de buscar alternativas para reduzir os custos de produção na pimenta do reino, bem como atenuar os danos causados pela severa crise hídrica e elevada temperatura na região norte do estado do Espírito Santo.

Propriedades do Nim

De acordo com informações da literatura da Embrapa, o nim é uma planta natural do sudeste da Ásia e do subcontinente indiano. Pertence à família Meliaceae, a mesma que inclui espécies como o cinamomo, o cedro e o mogno. É uma planta de clima tropical, resistente à seca, de crescimento rápido, copa densa, chegando a alcançar 15 metros de altura, podendo ser cultivada em regiões de clima quente e solos bem drenados.

O Nim é utilizado há séculos em sua região de origem, na medicina humana e animal. Na agricultura, pode ser utilizado para o controle de insetos-praga. Apresenta ação nematicida e atua sobre alguns fungos e bactérias. É utilizado na fabricação de cosméticos, reflorestamento e na arborização urbana, como madeira de lei, além de fertilizante.

Fonte: Incaper

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