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A construção modular vem ganhando cada vez mais espaço como alternativa viável e eficiente na arquitetura contemporânea. Composta por módulos pré-fabricados que são montados fora do canteiro de obras e depois transportados para o local definitivo, essa técnica oferece vantagens como rapidez, economia de materiais e menor demanda de mão de obra.
A ideia não é nova. A origem remonta ao século 19, quando o carpinteiro inglês John Manning criou uma casa modular de madeira para o filho na Austrália. Desde então, o conceito evoluiu e passou a incorporar novos materiais e tecnologias, consolidando-se como uma solução inteligente para as demandas da construção civil moderna.
Durante o século 20, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, a construção modular ganhou força como resposta à urgência de reconstrução em diversos países europeus. A industrialização da construção civil tornou-se um marco desse período, permitindo obras mais rápidas, padronizadas e com menor custo.
Um exemplo notório foi o edifício Nakagin Capsule Tower, construído em Tóquio em 1972, que utilizou cápsulas habitacionais modulares acopladas a um núcleo fixo de circulação. A proposta era clara: reduzir o tempo e os recursos aplicados em cada nova unidade habitacional, sem abrir mão da funcionalidade e do design inovador.
No Brasil, a construção modular ainda representa uma parcela pequena do total, com destaque para as edificações em madeira, que somam cerca de 5%. No entanto, esse número tende a crescer à medida que arquitetos, designers e construtores buscam soluções mais sustentáveis e eficientes.
Modelos como o wood frame e o steel frame vêm sendo cada vez mais adotados por proporcionarem alta qualidade e menor impacto ambiental. Além disso, exemplos locais como a Eco Cabanas, no Espírito Santo, demonstram que há mercado e aceitação para esse tipo de inovação, especialmente quando há preocupação com a procedência e certificação dos materiais utilizados.
“A construção modular é, sem dúvida, uma resposta atual aos desafios da sustentabilidade, produtividade e racionalização de recursos. O futuro da arquitetura depende de sistemas mais limpos e inteligentes como esse”, afirma o arquiteto Heliomar Venâncio, fundador da HVenâncio Arquitetura e presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea-ES).

Transformação
O método construtivo também se mostra um aliado no enfrentamento de um dos principais desafios do setor: a escassez da mão de obra na construção civil. Com um sistema industrializado e montagens mais rápidas, a necessidade de profissionais em campo é reduzida. Além disso, as construções modulares permitem maior controle de qualidade, menos desperdício e mais flexibilidade para desmontagem ou expansão futura, tornando-se uma alternativa cada vez mais atraente em tempos de transição ecológica e digital.
Projetos modulares de sucesso têm sido realizados no Brasil e no mundo, como a Casa Contêiner Modular, construída em 15 dias em 2016, o Drinks Bar da Casa Cor 2021 ou o Espaço Digital Influencer, durante a Casa Cor 2024, também na capital capixaba, concluído em apenas dez dias. Internacionalmente, dois marcos da construção modular rápida são o Hospital de Wuhan, erguido em apenas dez dias durante a pandemia, e o Mini Sky City, um arranha-céu de 57 andares construído em 19 dias na China. “Os chineses são os papas hoje no mundo em construção modular”, diz Venâncio. São exemplos que mostram o potencial transformador dessa abordagem, principalmente em contextos que exigem agilidade, economia e sustentabilidade.
Espírito Madeira 2025- As informações acima foram compartilhadas por Heliomar Venâncio durante palestra na edição 2024 da feira Espírito Madeira- Design de Origem. Ele é um dos principais defensores da construção modular no país e estará de volta ao evento em sua terceira edição, de 11 a 13 de setembro, em Venda Nova do Imigrante (ES), trazendo um módulo construtivo. Mestre em Arquitetura e Cidade pela UVV, pós-graduado em Construção Civil pela UFMG e em Engenharia Ambiental pela Universidade Cândido Mendes, Heliomar também foi presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU-ES), venceu o Prêmio Ecologia do Governo do Estado do Espírito Santo em quatro oportunidades e é autor de cinco livros sobre Construção Civil, entre eles o “Minha Casa Sustentável”. A próxima edição do Espírito Madeira promete trazer ainda mais inovações e debates sobre o futuro da construção sustentável no Brasil. Fique ligado no site: www.espiritomadeira.com.br.
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Serviço:
3ª Feira Espírito Madeira- Design de Origem
Dias 11, 12 e 13 de setembro de 2025
Local: Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, “Polentão”, em Venda Nova do Imigrante (ES)
Realização: Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau
Mais informações: www.espiritomadeira.com.br
Instagram: @espiritomadeiraoficial
*Entrada gratuita




